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Distinções
Investigadora do Departamento de Física
Florinda Costa distinguida no livro “Mulheres na Ciência”
Florinda Costa
Florinda Costa, investigadora do Departamento de Física (DFis) da Universidade de Aveiro (UA), foi distinguida pela Ciência Viva no livro “Mulheres na Ciência” cuja nova edição foi lançada a 8 de março, Dia Internacional da Mulher, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Florinda Costa junta-se assim a Helena Nazaré (homenageada em 2016) ao grupo das investigadoras do DFis distinguidas pela Ciência Viva.

Vice-diretora do Departamento de Física desde 2011, Florinda Costa esteve na direção da Unidade de Investigação do I3N, instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação entre 2012 e 2018.  Foi também diretora do Mestrado Integrado em Engenharia Física.

“Esta distinção é o reconhecimento de uma dedicação à ciência, só alcançável pelo empenho e esforço de uma equipa que coordeno. Sem o contributo de todos esta distinção não teria sido possível. A todos o meu muito obrigada! A valorização do conhecimento e das competências de cada um dos membros da minha equipa é a inspiração diária para contribuir para o desenvolvimento da ciência”, congratula-se Florinda Costa.

“A dedicação aos alunos e às questões pedagógicas estiverem na origem dos vários prémios pedagógicos que já recebi. A preocupação com os alunos enquanto estudantes e como futuros profissionais tem sido a força motriz para estabelecer parcerias com instituições de renome e com o tecido empresarial, com o objetivo promover o conhecimento e criar oportunidades”, aponta a investigadora.

Ao longos dos anos Florinda Costa  tem sido responsável por vários projetos de investigação financiados pela FCT e pelo Portugal 2020 em co-promoção com empresas. Em particular destaca-se o projeto Ultragraf (M-ERA.NET), do qual Florinda Costa é a coordenadora na UA, o que permitiu à Academia ser membro associado da Flagship do Grafeno, a maior iniciativa da União Europeia com mais de mil milhões de euros de investimento na investigação associada ao grafeno.

Como investigadora é responsável pela criação do Laboratório de Processamento a Laser no Departamento de Física. Este laboratório é composto por um conjunto de equipamentos capazes de produzir monocristais e nanopartículas, bem como modificar a superfície dos materiais, conferindo-lhes diferentes propriedades físicas. Os materiais desenvolvidos têm aplicações nas áreas da fotónica, optoeletrónica, energia e aplicações biomédicas.

Florinda Costa é também responsável pelo Laboratório de CVD Diamante, dedicado às nanoestruturas de carbono sintetizadas por deposição química em fase de vapor. Em colaboração com António Fernandes, são desenvolvidos vários alótropos de carbono (nanodiamante, nanotubos de carbono e grafeno) bem como as suas combinações, resultando em materiais híbridos com grande interesse para a optoelectrónica ou a transdução eletromecânica, entre muitas outras aplicações. Atualmente, o trabalho desenvolvido neste laboratório é sobretudo dedicado à síntese de grafeno por CVD para várias aplicações.

Mais recentemente, lembra Florinda Costa, “o grupo tem explorado a sinergia dos dois laboratórios, sintetizando materiais de grafeno induzido por laser para aplicações como transdutores piezoresistivos e como biossensores. Este material, que se apresenta como uma espuma composta por paredes de grafeno com várias camadas, permite a abordagem para várias aplicações típicas do grafeno com a vantagem de poder ser sintetizado com técnicas de varrimento da superfície, o que permite a obtenção de geometrias e padrões complexos (laser scribing)”.

Recorde-se que também Mónica Amorim, investigadora do Departamento de Biologia (DBio) e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA foi distinguida nesta edição do livro “Mulheres na Ciência”

 

 

 

 

 

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