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Dia 29 de março, às 16h30, no Anfiteatro João Branco, no DeCA
Talk-ip com Rosa Pampillo
Rosa Pampillo
O Post-ip, post-in-progress, leva a cabo mais uma edição do talk-ip! O talk-ip consiste num formato de conferencias ou recitais-conferência onde os alunos de pós-graduação (mestrado ou doutoramento) apresentam e discutem o seu trabalho. Através desta discussão podem ouvir ideias, pontos de vista e contributos dos seus pares, para os trabalhos que irão defender no futuro. Todos os alunos de pós-graduação estão convidados a enviar as suas propostas de conferencias ou recitais-conferência. A próxima edição do Talk-ip acontece no Anfiteatro João Branco no dia 26 de março, pelas 16:30, com a convidada Rosa Pampillo.

Rosa Pampillo nasceu e cresceu na Costa Rica e reside em Espanha desde 2004. É licenciada em violino pelo Conservatório Superior de Música de Vigo (Espanha), em História e Ciência da Música pela Universidade de La Rioja (Espanha) e mestre em Musicologia pela Universidade de Aveiro (Portugal). Foi fundadora e trabalhou como professora de violino e diretora artística do curso Tropical Fiddle na Costa Rica.

Além dos seus estudos clássicos de violino, estuda também violino folk e harpa celta. Atualmente frequenta o terceiro ano de doutoramento em Etnomusicologia na Universidade de Aveiro (Portugal) e é membro da Coorte 2019 do Programa Global de Líderes (Certificado de Graduação em Empreendedorismo Social, Agência Cultural, Arte de Ensino, Liderança Cívica e Gestão Organizacional), onde tem participado na residência e trabalho de campo no Chile e no Brasil, usando a música como uma ferramenta para abordar questões sociais na comunidade. Durante os anos letivos de 2017-2018 e 2018-2019 tem sido premiada com uma bolsa de estudos da Fundação Galega Segundo Gil Dávila. Atualmente, trabalha também como professora de violino, ensemble e teoria musical na Galiza (Espanha).

Título

A Associação Cultural Galicia Fiddle e a criação de redes transnacionais entrelaçadas em torno do violino na Galiza

Resumo

Este estudo etnomusicológico aborda as dinâmicas ocorridas em torno do violino, na Galiza, nos últimos vinte anos. Uma dessas dinâmicas foi a fundação da Associação Cultural Galicia Fiddle em 2010. Desde então, o violino na Galiza e especificamente na província de Pontevedra tem passado por um processo de entrelaçamento. “A Galiza é uma comunidade que transcende as fronteiras geográficas” (Rodríguez, 2015). Galicia Fiddle tem sido parte deste processo de entrelaçamento e, como consequência, tem desenvolvido um percurso expansivo da Galiza, entre músicos da Galiza e outros países ao redor do planeta. Esses músicos têm tecido uma rede de entrelaçamento transnacional em torno dos processos de prática musical do violino dentro da moldura da música tradicional e popular da Galiza.

O desenvolvimento do violino galego como uma trajetória expansiva em diferentes partes do planeta pode ser entendido através do conceito de planetarismo, no sentido de: “A interrelação que corre ao longo de superfícies lisas compreende multidões e manifesta movimentos” (Song, 2015). Além disso, o planetarismo também permitiu compreender o artivismo: as ações diretas através da música e das artes que a Associação Galicia Fiddle tem empregue com uma visão ecológica de políticas horizontais e que fomentam as relações e a criação de espaços compartilhados entre músicos profissionais e amadores.

Com esta pesquisa, procurei apresentar o papel que a música ocupa na transformação e na aquisição de significados no quotidiano das pessoas e das  instituições musicais. Para desenvolver este estudo, utilizei o método etnográfico através da observação participante em concertos, festivais, cursos e congressos em torno do violino. Consciente do poder crítico e questionador da autoetnografia, através dela pretendi tornar visíveis os discursos dominantes e opressivos que têm sido construídos em torno do violino durante séculos e como, no contexto da Galicia Fiddle e da e-Trad em Vigo, existe um conjunto de intenções de mudança e a criação de contextos de performance alternativos, que são desenvolvidos sob políticas de horizontalidade e seguindo a ideia de “Show, don't tell” (Boyd e Owald, 2014).

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