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Investigação
Método permite criar nanomateriais de elevada qualidade ótica
Novo método para obter estruturas de óxido de zinco criado na UA escolhido para capa da “CrystEngComm”
Joana Rodrigues é a primeira autora do estudo escolhido para capa da CrystEngComm
O trabalho de revisão sobre um novo método para produção materiais, particularmente micro e nanoestruturas de óxido de zinco com elevada qualidade ótica e cristalina, criado por investigadores do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (I3N), polo da Universidade de Aveiro, foi selecionado para capa da revista “CrystEngComm”. O material obtido foi já testado em aplicações como células fotovoltaicas ou fotocatálise, tendo revelado resultados promissores. Atualmente, as nanoestruturas assim produzidas estão a ser exploradas para a sua implementação em biossensores.

O artigo com o título “A review on the laser-assisted flow deposition method: growth of ZnO micro and nanoestructures”, publicado como highligth na edição de 21 de fevereiro do periódico (semanal) “CrystEngComm”, descreve o método desenvolvido integralmente no Laboratório de Processamento a Laser do Departamento de Física . Desde a sua tese de mestrado que a investigadora Joana Rodrigues, primeira autora do trabalho, tem centrado parte da sua investigação no desenvolvimento e otimização desta técnica de crescimento, tendo esta assumido um papel central no âmbito do seu doutoramento (concluído em 2015). Para além de Joana Rodrigues, o artigo é assinado por António José Fernandes, Teresa Monteiro e Florinda Costa.

O artigo descreve um método baseado na síntese em fase de vapor recorrendo à tecnologia laser, capaz de originar micro e nanocristais de óxido de zinco com elevada qualidade cristalina e ótica. Diferentes morfologias deste e de outros materiais podem-se obter por esta técnica, dependendo dos parâmetros de síntese escolhidos. Neste artigo é feita uma revisão dos principais parâmetros que determinam o crescimento das estruturas, bem como a sua relação com a morfologia e respetivas propriedades físicas. O método apresenta vantagens na rapidez da síntese, reduzida quantidade de contaminantes nos materiais produzidos e grande potencial para aplicação à escala industrial.

descrição para leitores de ecrã
Artigo de revisão do I3N na capa da CrystEngComm.

Atualmente, as estruturas de ZnO assim produzidas estão a ser utilizadas no desenvolvimento de transdutores para aplicações em biossensores. Este trabalho enquadra-se no projeto NANOBIOSENSE- “Nanoestruturas de ZnO e compósitos ZnO/nanocarbono para aplicações em biossensores”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, no qual Joana Rodrigues é investigadora principal.

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