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Entre os 77 e os 85 anos antigo aluno da UA fez o seu percurso académico
Licenciado aos 81 e doutorado aos 85: vida académica de Brasilino Godinho em livro
Brasilino Godinho participou em campanhas de captação de novos alunos
Assumiu a “avassaladora responsabilidade perante si próprio”, palavras suas, de um dia “usar de direito o adereço universitário” quando, em adolescente, foi forçado por colegas a vestir o trajo académico e a ser fotografado, em Tomar, onde nasceu. Brasilino Godinho cumpriu esse desígnio quando entrou, aos 77 anos, na Universidade de Aveiro (UA), via “Maiores de 23”, após uma vida como desenhador, topógrafo e projetista de engenharia rodoviária. Acabou de lançar um livro sobre essa experiência.

“O presente livro visa satisfazer o interesse súbito criado por um percurso académico tão tardio. Exprime o legítimo orgulho do Autor que logrou realizar um anseio na idade em que outras pessoas se dão por conformadas com o que a vida lhes deu. Quer ser um exemplo de dedicação e provar o pleno valor de um homem de 86 anos.” A apreciação é de Nuno Rosmaninho, professor do Departamento de Línguas e Culturas que acompanhou Brasilino Godinho ao longo do doutoramento e autor de Prefácio do livro “Vida universitária de Brasilino Godinho: breve crónica, pão, pão, queijo, queijo, nem presunção, nem água benta”, das edições 100 Título.

O livro trata, portanto, dessa experiência no cumprimento de um desígnio há muito assumido pelo autor. Mas não só. “Este livro corresponde a solicitações de amigos e leitores de diversas proveniências geográficas e de vários estratos sociais, que nele anteviam utilidade de índole pedagógica”, explica ainda Brasilino Godinho, na Introdução. Entre outras razões motivaram a obra, o autor refere ainda: “A Nação, o Estado (a Presidência da República, a Assembleia da República, o Governo) precisam de ser publicamente confrontados com uma insofismável realidade que tem sido ignorada ou desprezada”. Godinho refere-se “ao superior interesse nacional de se aproveitar o enorme capital de massa cinzenta concentrado no conjunto de milhares de pessoas da chamada terceira idade, que ricas de experiência e saberes conservam capacidade física, faculdades de alma e aptidão, para continuarem a ser úteis e ativas na sociedade”.

Brasilino Godinho iniciou os estudos universitários na UA aos 77 anos, na licenciatura de Línguas, Literaturas e Culturas que concluiu aos 82 anos, avançando depois para o doutoramento em Estudos Culturais terminado aos 85 anos. As notas atribuídas na prova de acesso à UA, na licenciatura e a classificação anexa ao Diploma de Estudos Avançados em Estudos Culturais (que corresponde a parte das unidades curriculares do doutoramento) colocaram-no como um dos melhores alunos de cada uma dessas fases da vida universitária.

O caso de Brsislino Godinho foi noticiado em diversos órgãos de comunicação social. Um mês depois de obtido o doutoamento participou numa campanha de captação de novos alunos desencadeadas pela UA.

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