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Entrevistas
Professora UA: Gillian Moreira, Departamento de Línguas e Culturas
É preciso “sonhar alto e nunca se satisfazer com o mínimo”
Gillian Moreira é professora do Departamento de Línguas e Culturas da UA
Gillian Moreira, professora do Departamento de Línguas e Culturas (DLC) e investigadora do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas, foi Pró-reitora da Universidade de Aveiro (UA) entre 2010 e 2018. Com interesses principais na interculturalidade e questões identitárias e ainda competência intercultural em contextos de mobilidade, aos alunos sugere: “Sonhar alto e nunca se satisfazer com o mínimo; participar na vida académica e aproveitar ao máximo as oportunidades que oferece: estudar no estrangeiro, fazer voluntariado, participar numa (ou mais) atividade cultural, fazer desporto, participar em projetos, etc.”

Como define um bom professor?

Tem energia e entusiasmo, gosta do que faz e do que ensina, sendo capaz de transmitir a sua paixão a quem o ouve. É sensível às necessidades, expetativas e aos interesses dos seus estudantes, e capaz de os envolver no que quer que eles aprendem, de os desafiar a aprender sempre mais e de os ajudar a crescer enquanto pessoas e cidadãos. Sabe comunicar e estabelecer boas relações interpessoais com estudantes e colegas.

O que mais o fascina no ensino?

Mais fascinante para mim é o contacto permanente com gerações mais novas que significa uma aprendizagem constante e uma experiência muito gratificante. Quando comecei a dar aulas, os meus alunos tinham quase a mesma idade de que eu; agora, em geral, são mais novos que os meus filhos. Isto obriga a uma permanente readequação de ideias, de materiais, de formas de relacionamento, etc. e um esforço constante, e positivo, de adaptação e de atualização.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes nos cursos a que está ligada?

A formação oferecida aos estudantes nos cursos no DLC tem uma base sólida e bastante aplicada em línguas e culturas, com a possibilidade de optar de entre um leque variado de línguas (português, inglês, alemão, francês, espanhol, chinês mandarim, árabe, russo e italiano, dependendo do curso). A esta base, juntam-se competências em estudos literários, gestão e marketing, multimédia, estudos editoriais, e tradução, também dependendo do curso escolhido. Assim, privilegiam-se as competências comunicativas e interculturais, o plurilinguismo e a cultura humanística, adicionando-se outras competências interdisciplinares e técnicas, preparando os estudantes para o mercado de trabalho e/ou para o prosseguimento de estudos.

Se quisesse dar conselho aos seus alunos, que conselho daria?

Sonhar alto e nunca se satisfazer com o mínimo; participar na vida académica e aproveitar ao máximo as oportunidades que oferece: estudar no estrangeiro, fazer voluntariado, participar numa (ou mais) atividade cultural, fazer desporto, participar em projetos, etc.

Houve alguma turma que mais a tivesse marcado? Porquê?

Não propriamente – houve bastantes estudantes que me marcaram ao longo da minha vida como professora, pela forma como se esforçaram para atingir os seus objetivos e realizar os seus sonhos, muitas vezes ultrapassando grandes desafios para lá chegar. Não há nada que dê mais satisfação do que encontrar os nossos estudantes, passados alguns anos, e saber que estão felizes e que tiveram sucesso e que se lembram de nós e das aulas que tiveram connosco no DLC!

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Não me lembro de nada em especial; estão sempre a acontecer episódios curiosos nas minhas aulas – faz parte da minha maneira de ser e de estar.

IMPRESSÃO DIGITAL

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A professora do DLC diz preferir questionar do que dar respostas.

Traço principal do seu caráter

Sentido de humor? Teimosia? Questionamento? Crítica? Tenho tendência de ver o lado positivo e humorístico das situações; por outro lado, sou bastante crítica, que considero ser uma qualidade, mas nem sempre é interpretado dessa forma! Coloco muitas questões. Os estudantes às vezes perguntam porquê é que questiono tanto. É verdade, prefiro questionar do que dar respostas; e isso obriga a pensar e a encontrar as respostas próprias.

Ocupação preferida nos tempos livres

Não tenho uma ocupação preferida. O tempo livre que tenho ocupo com coisas simples, que me dão prazer - passear, conviver, ler, jardinar, caminhar, ver TV (sobretudo no inverno quando está a chover lá fora).

O que não dispensa no dia-a-dia

Pessoas - conversa na hora de café, troca de ideias com colegas, diálogo com alunos, convívio em família, …-  e um momento de paz e sossego no final do dia com sofá, um filme ou um livro!

O desejo que ainda está por realizar

Dar a volta ao mundo … em 1ª classe.

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