conteúdos
links
tags
Investigação
Quatro projetos financiados envolvem instituições portuguesas
Projeto da UA sobre terapias para reparação da espinal medula apoiado pelo Conselho Europeu de Inovação
A investigadora Paula Marques, do TEMA, coordena o pprojeto NeuroStimSpinal
Com o intuito de contribuir para o avanço nas terapias para reparação da espinal medula através de biomateriais nanoestruturados, o projeto internacional e de cooperação NeuroStimSpinal, promovido pela Universidade de Aveiro, vai ser financiado pelo Conselho Europeu de Inovação. Trata-se de um financiamento global de 3.5 milhões de euros para a parceria que envolve instituições de investigação espanholas, holandesas, gregas e duas empresas em Portugal, dos quais um milhão foi atribuído à UA. O projeto da UA é um dos quatro financiados que envolvem instituições portuguesas.

Com o intuito de contribuir para o avanço nas terapias para reparação da espinal medula através de biomateriais nanoestruturados, o projeto internacional e de cooperação NeuroStimSpinal, promovido pela Universidade de Aveiro, vai ser financiado pelo Conselho Europeu de Inovação. Quatro dos projetos financiados envolvem instituições portuguesas. Trata-se de um financiamento global de 3.5 milhões de euros para a parceria que envolve instituições de investigação espanholas, holandesas, gregas e duas empresas em Portugal, dos quais um milhão foi atribuído à UA.

Considerando a capacidade de regeneração muito limitada do sistema nervoso central, a proposta apresenta um conceito inovador que envolve o desenvolvimento de um tecido tridimensional com uma estrutura fibrosa e porosa próximas da morfologia da medula nativa usando para isso técnicas de microfabricação. Os materiais a usar irão combinar uma matriz biopolimérica descelularizada (retirada da camada adiposa humana, rica em proteínas) com grafeno. Os biomateriais terão associado uma interface elétrica que permitirá a sua estimulação via wireless uma vez implantados.

Pretende-se recriar o microambiente tridimensional da espinal medula combinando características elétricas, químicas, mecânicas e topográficas capazes de preservar a sobrevivência e melhorar a diferenciação de células progenitoras.

Estão previstos testes in vitro e in vivo. Os resultados contribuirão, entretanto, para uma melhor compreensão dos principais fatores que controlam a reparação dos tecidos danificados e, consequentemente, para dar um passo em frente em novas abordagens terapêuticas com vista à recuperação da espinal medula, uma patologia que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

A coordenadora deste projeto é Paula Marques, investigadora do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação (TEMA), sendo a equipa constituída por investigadores de áreas que vão desde a engenharia de materiais, biomecânica, engenharia eletrónica, biologia, neurocirurgia, entre outras. Na UA estão envolvidos investigadores do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação (TEMA), do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro, do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática e do iBiMED-Instituto de Biomedicina. As empresas Graphenest S.A. e Stemmatters, Biotecnologia e Medicina Regenerativa S.A. são os dois parceiros empresariais. A nível internacional, a parceria inclui a Fundación Tecnalia Reseach & Innovation e a Universidade Complutense de Madrid, ambas em Espanha, a Stichting Katholieke Universiteit, na Holanda, e a Foundation for Research and Technology Hellas, na Grécia.

O NeuroStimSpinal é um dos três projetos financiados que são coordenados por instituições portuguesas. Um quatro projeto, também financiado, inclui uma outra instituição portuguesa que não é coordenadora.

imprimir
tags
outras notícias