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Esta quarta-feira, 3 de outubro
Balanço dos primeiros cem dias de mandato e entrega de 128 bolsas aos melhores alunos marcaram Abertura do Ano Letivo
Os 128 alunos distinguidos na Abertura do Ano letivo 2018/19
Na semana em que se completam cem dias de mandato, o Reitor da UA aproveitou a Abertura do Ano Letivo para fazer um balanço do trabalho já realizado e para anunciar as próximas ações. Aos novos alunos, Paulo Jorge Ferreira deu as boas-vindas, desejando que este ano lhes fique na memória "como primeiro ano de uma viagem inesquecível através do conhecimento”. A cerimónia integrou, ainda, uma intervenção sobre “O novo tempo com as máquinas” e a entrega de 128 bolsas aos melhores alunos.

Feitos os agradecimentos iniciais aos estudantes e às suas famílias, aos diretores e representantes do ensino secundário e agrupamentos de escolas e aos patrocinadores dos prémios e bolsas de mérito agora entregues, o Reitor da UA começou por salientar na sua intervenção os bons resultados conseguidos na 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior deste ano.

Apesar do número de candidatos ao ensino superior ter diminuído, salientou o Reitor que “foram colocados na UA mais de 2 mil estudantes, o maior número de sempre. O número de candidatos que nos elegeu como sua primeira escolha foi superior ao número de vagas que colocámos a concurso, aumentando significativamente face ao ano anterior, e a proporção de colocados com nota superior ou igual a 18 valores subiu 50 por cento face ao ano passado”. Paulo Jorge Ferreira frisou, ainda, o facto de no âmbito do programa Erasmus terem chegado à UA mais de 430 estudantes de 38 países, concluindo que “temos efetivamente boas razões para comemorar”.

A sessão de abertura do ano serviu, também, para fazer um balanço dos primeiros cem dias úteis de trabalho da atual reitoria.

O Reitor começou por enumerar as várias alterações que foram sendo realizadas ao nível da administração e serviços, como forma de lhes imprimir "direções compatíveis com o novo programa de ação”, e explicou todo o trabalho que tem sido feito ao nível do emprego científico e da avaliação e descongelamento de carreiras, “dois dossiers que colocaram uma enorme pressão sobre serviços e pessoas”.

Paulo Jorge Ferreira explicou que, apesar de constrangimentos relacionados com o financiamento e prazos de concretização, “a atual Reitoria conseguiu lançar os primeiros 150 concursos menos de 60 dias depois de tomar posse, aos que se seguiram mais 53 concursos ainda em agosto”, estando previstos mais 134 no âmbito de projetos com a FCT, salientando que “podemos dizer hoje orgulhosamente que cumprimos a lei e que nenhuma outra instituição fez tanto e em tão pouco tempo”. No seu conjunto, o impacto orçamental de tudo isto excede 1 milhão de euros por mês.

O Reitor mencionou, ainda, o recente concurso de estímulo ao emprego científico individual, “cujo resultado fala por si: 53 lugares para a UA” e enalteceu o lançamento do programa de bolsas de doutoramento da UA, “uma ideia antiga que já não era explorada há 11 anos”, e que pretende estimular talentos e despertar vocações. Ao nível da avaliação e descongelamento de carreiras, Paulo Jorge Ferreira esclareceu que “resolvemos este problema em duas fases: tratamos dos obstáculos orçamentais, os pagamentos em consequência serão realizados este mês de outubro”.

Feito o balanço dos seus primeiros cem dias, o Reitor anunciou as suas próximas ações, estas agora “viradas para fora, para a comunidade”: a construção no coração do campus de santiago de um espaço voltado para as pessoas, com uma zona de estudo disponível 24 horas e um espaço intercultural; a criação de uma estrutura interna de apoio à reitoria voltada para a vida dos campi; e a criação conjunta pelas universidades de Aveiro e do Minho de um programa de incentivos à investigação nas Artes, Humanidades e Ciências Sociais.

A este conjunto de ações, e a um nível mais interno, Paulo Jorge Ferreira acrescentou a autonomização da área de Recursos Humanos como uma direção de serviços própria, a retoma das reuniões mensais de Diretores e a recolha de contributos para um documento de orientação estratégica, com participação alargada a toda a comunidade académica, a ser submetido no final do ano ao Conselho Geral.

Durante a sua intervenção, o Reitor destacou, igualmente, os eventos e sucessos desportivos do último ano e o desempenho dos SASUA nesta vertente, sublinhou o percurso que a UA ao nível da certificação ambiental e enalteceu a evolução do Parque de Ciência e Tecnologia, que tem já neste momento 66 empresas aí instaladas.

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Paulo Jorge Ferreira, Reitor da Universidade de Aveiro

“Juntos vamos criar histórias inesquecíveis”

Xavier Vieira, da Associação Académica da UA, direcionou a sua intervenção para uma reflexão sobre o significado da universidade, do conhecimento, e sobre as pessoas e como devem relacionar-se umas com as outras, resumindo essa reflexão a três palavras: oportunidade, capacidade e transformação

Oportunidade porque, como referiu o líder dos estudantes, entraram numa “instituição de ensino superior que vos permite alargar horizontes, terem a oportunidade de crescer e de se transformar na sociedade do futuro. Essa oportunidade está a acontecer agora. A UA é uma instituição bastante singular no país; é uma universidade jovem que vos permite ser o que quiserem”.

Capacidade porque, garantiu Xavier Vieira, aqui “vão encontrar todas as ferramentas necessárias para adquirirem diversas capacidades que vão ser cruciais na definição do vosso futuro, tanto como técnicos, como engenheiros, como enfermeiros, ou como pessoas. Garanto-vos que no ecossistema da UA, sejam os docentes ou os funcionários, todos nós através da nossa ação estaremos disponíveis para vos ajudar a ser melhores”.

Transformação porque, explicou, “este é o papel da universidade. O que mais importa aqui é que tenhamos a oportunidade e a vontade de transformar as nossas capacidades em prol da sociedade, independentemente das nossas origens. Aqui têm tudo isso. Da nossa parte, da parte da AAUAV, terão tudo o que precisam para concretizar as vossas ideias para transformar o futuro e criar histórias inesquecíveis”.

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Xavier Vieira, presidente da Académica da Universidade de Aveiro

“O novo tempo com as máquinas”

A cerimónia integrou, ainda, uma intervenção temática de João Vilaça, Fundador da Creativesystems, Diretor de Inovação e Vendas da Johnson Controls e Fundador e CEO da Oliva88.com, sobre "O novo tempo com as máquinas". João Vilaça falou sobre o crucial papel que as Universidades e os Estudantes têm num mundo de mudanças contínuas e cada vez mais rápidas e bruscas. Estes têm, na opinião do Fundador da Creativesystems, Diretor de Inovação e Vendas da Johnson Controls e Fundador e CEO da Oliva88.com, a missão de "garantir que a sociedade em que vivemos continua a ser inclusiva e a crescer em todos os vetores socio-económicos". Defendeu o orador que "neste mundo próximo, onde as máquinas nos rodeiam e com quem interagimos 24 horas por dia, a singularidade das pessoas terá que ser preservada e protegida, para as próximas gerações continuarem a desfrutar da contínua inovação. Para os Estudantes, as oportunidades de emprego ou criação de empresas que podem atingir dimensões globais é uma das maiores oportunidades que a Internet criou e onde Aveiro tem todas as condições para igualar os melhores exemplos a nível mundial".

A sessão encerrou com a entrega de 128 prémios e bolsas de mérito aos melhores alunos que ingressaram nesta Universidade.

As fotos da sessão estão disponíveis aqui.

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António Bolé Jorge, Prémio Fundação Engenheiro António Pascoal

António Bolé Jorge

Mestrado Integrado em Engenharia mecânica

Prémio Fundação Engenheiro António Pascoal, com média de 17,10 valores

“Recebi a notícia de que tinha direito a este prémio com surpresa, porque só conhecia a bolsa para os candidatos com média acima dos 17,5… Entrei com 17,1 de média. Candidatei à UA porque o curso de Engenharia Mecânica é muito bom e porque vivo em Aveiro, reduzindo muito as despesas de alojamento e de deslocação. A primeira semana não foi fácil, ainda sem manuais, mas, depois, os suportes para o estudo começaram a aparecer na plataforma de e-learning e comecei a entrar no ritmo. Espero ter boas notas… Estou a gostar, especialmente, das unidades curriculares de Cálculo e Aplicações Computacionais à Engenharia”.

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Cátia Cruz, Aluna premiada desde 2014, com média de 18 valores

Cátia Cruz

Mestrado em Biotecnologia

Aluna premiada desde 2014, com média de 18 valores

“Organização é fundamental para manter as boas notas. É importante começar a acompanhar a matéria desde início, ir esclarecendo logo as dúvidas com os professores que, aqui na UA, têm bastante disponibilidade. É ótimo. Depois, depende também do interesse que as pessoas têm nas matérias e da força de vontade de cada um. Não se pode pensar que é impossível conseguir bons resultados na universidade. Esforço, dedicação e organização acho que são os três ingredientes principais. Também muito importante estabelecer metas ambiciosas, não se contentar com 10 valores. Mas não é apenas uma questão de boas notas e de números. Mais importante que as notas, são os conhecimentos adquiridos. A universidade deve ser encarada como uma experiência global, muito mais do que estudo: tentar experienciar, ao máximo, tudo o que meio académico proporciona, com todas as suas componentes, sem deixar de conviver e ter amigos. Tudo isso enriquece a experiência. Gosto imenso de estudar na UA. É uma universidade muito boa, assim como todo o contexto à volta. O conjunto faz um resultado perfeito e os alunos sentem-se em casa”.

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