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Expedição internacional pioneira decorre de 9 de setembro a 6 de outubro
Núcleo de Espeleologia da UA mergulha na derradeira fronteira em Timor-Leste
Um poço numa gruta de Tutuala é um dos pontos a explorar
O Núcleo de Espeleologia da Universidade de Aveiro (NEUA), Secção dos Antigos Alunos, promove uma expedição internacional de espeleologia em Timor-Leste, em parceria com outras três associações portuguesas e uma timorense, de 9 de setembro a 6 de outubro. A expedição está a ser organizada no âmbito do “Projeto Timor Subterrâneo”, na sequência de outras expedições, mas com uma novidade: desta vez, estão previstos os primeiros mergulhos subterrâneos realizados em Timor-Leste.

Em pleno século XXI quase todos os limites do planeta Terra foram conquistados pelo Homem. Subimos as montanhas mais altas e descemos às maiores profundezas dos oceanos, mas as grutas submersas permanecem como uma última fronteira.

No âmbito do projeto internacional “Fatuk-Kuak hosi Timor Lorosa’e” (“Projeto Timor Subterrâneo”), uma equipa portuguesa parte a 9 de setembro para continuar a exploração das profundezas de Timor Leste.

Na expedição de 2018, que decorrerá de 9 de setembro a 6 de outubro, os espeleólogos e mergulhadores subterrâneos portugueses Manuel Soares e Miguel Lopes pretendem fazer os primeiros mergulhos em gruta alguma vez realizados em Timor-Leste. Os trabalhos decorrerão nas regiões de Baucau e Tutuala.

“Mergulhamos em grutas submersas pelo desejo e pelo prazer de conhecer locais novos e inexplorados, mas fazemo-lo com objetivos claros: melhorar o conhecimento dos recursos hídricos do planeta, entender melhor o comportamento da água e os ecossistemas mas, em especial, para tentar contribuir para a proteção deste recurso tão ameaçado.” diz Miguel Lopes do NEUA - Núcleo de Espeleologia da Universidade de Aveiro. “Para isso, exploramos, topografamos e mapeamos estes sistemas colaborando com várias áreas da ciência mas, sobretudo, falamos e mostramos as imagens do que fazemos às populações que habitam os lugares que visitamos e realizamos ações de sensibilização junto das mesmas.”, afirma ainda.

Um dos pontos mais intrigantes do itinerário de 2018, comenta Miguel Lopes, é o que se pensa ser um sifão numa gruta na zona de Tutuala onde a equipa mergulhará e que pode conduzir a troços ainda mais profundos daquela cavidade. 

Nos anos anteriores o projeto viveu dias intensos de exploração, cooperação, colaboração e de amizade. “Não sabemos fazer as coisas de outro modo pelo que a vertente humana acaba por se tornar sempre uma das mais marcantes de um projeto deste tipo. Tenho a certeza que a expedição de 2018 seguirá o mesmo caminho.”, acrescenta ainda André Reis do CEAE – Centro de Estudos e Atividades Especiais da Liga para a Proteção da Natureza.

Fatuk-Kuak hosi Timor Lorosa’e  é um projeto internacional multidisciplinar, iniciado em 2016, com o objetivo de promover e desenvolver a espeleologia em Timor-Leste através da sistematização da investigação e estudo das grutas e cavernas, contemplando a formação de espeleólogos timorenses .

O projeto é promovido por quatro associações de espeleologia portuguesas e uma timorense, nomeadamente, o NEUA – Núcleo de Espeleologia da Universidade de Aveiro, o CEAE – Centro de Estudos e Actividades Especiais da Liga para a Protecção da Natureza, o CIES – Centro de Investigação e Exploração Subterrânea, o GPS – Grupo Protecção de Sicó e a JHN – Juventude Hadomi Natureza de Timor-Leste, em parceria com a UNTL – Universidade Nacional Timor Lorosa’e.

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