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Entrevistas
Entrevista com a equipa da Administração da UA
“A Universidade faz-se com Todos e para Todos”
António Agostinho, Rita Morais e Jorge Baptista Lopes
Unida por um desígnio, a equipa da Administração da Universidade de Aveiro (UA) tomou posse há quase dois meses: ”Queremos pessoas felizes na Universidade e que acreditem neste projeto”. Empenho, rigor e transparência é o que prometem o administrador Jorge Baptista Lopes e os adjuntos Rita Morais e António Agostinho que, em sintonia com a Reitoria, têm a enorme missão de ouvir e falar com a comunidade académica para que todos os anseios tenham uma resposta.

Licenciado em Direito, Jorge Baptista Lopes regressa ao lugar que ocupou entre 1992 e 2001. De lá para cá, o responsável pela Administração da UA exerceu as funções de consultor jurídico da academia e, paralelamente entre 2004 e 2013, deu aulas no Instituto Superior de Contabilidade e Administração da UA.

Rita Morais, igualmente licenciada em Direito e com uma pós-graduação em Direito das Empresas, chegou à UA em 1999. Desse ano até 2008 trabalhou no Gabinete de Apoio à Promoção da Propriedade Industrial da grupUNAVE. Ao serviço da Assessoria Jurídica da UA entre 2008 e 2010, Rita Morais assessorou juridicamente o Gabinete do Reitor até maio de 2018.

Do trabalho de Jorge Baptista Lopes e de Rita Morais, salienta-se ainda o acompanhamento jurídico que prestaram à passagem da UA a fundação pública com regime de direito privado. Ambos acompanharam ainda a elaboração dos estatutos da UA ao abrigo do novo regime jurídico das instituições de ensino superior.

Quanto a António Agostinho, o adjunto do Administrador é licenciado em Economia e está na UA desde 1992. Foi chefe de divisão do Gabinete de Apoio aos Departamentos, Unidades e Serviços, da Divisão de Recursos Humanos da Direção dos Serviços Académicos e Administrativos, da Secção de Aquisições e Contratos, da Área de Contratos e Apoio e Logístico e dos Serviços de Gestão Técnica e Logística.

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Jorge Baptista Lopes, Rita Morais e António Agostinho querem uma Administração que vá ao encontro da comunidade académica

Para que grande missão foi nomeada esta equipa da Administração da UA?

Esta equipa foi nomeada pelo Reitor com o objetivo imediato de assegurar uma transição tranquila e consistente, da anterior para a atual condução dos destinos institucionais, através de uma mudança, gradual e sistemática, também a nível dos Serviços e que se pretende alinhada com o compromisso assumido no programa de ação do Reitor, mas, reafirma-se, de um modo suave e sem ruturas no dia-a-dia da instituição.

Esse objetivo está concretizado?

Foi isso que, neste último mês e meio, tentámos fazer, e acreditamos que, dentro de tão curto espaço de tempo e no circunstancialismo envolvente, de algum modo teremos conseguido. Assegurámos a continuidade sem grandes alterações de ritmo, todavia procurando, na medida que nos foi possível, imprimir uma nova dinâmica e alento aos Serviços, de forma pedagógica e sustentada.

Esta equipa conhece bem a Universidade e congrega visões de diferentes perspetivas. Essa atitude, em muitos aspetos crítica, permitir-nos-á rever algumas metodologias e implementar novas medidas.

Que outras grandes apostas têm em mãos?

O mandato desta Administração tem como ambição principal corresponder às renovadas expectativas da Comunidade, cujos direitos e legítimos interesses, profissionais e de realização humana, tem como missão servir. Sabemos que há muito a fazer: premiar o mérito, adequar os perfis das pessoas às tarefas que executam, apostar em novas lideranças, criar um espírito de grupo e de pertença, incentivar a formação profissional, implementar metodologias financeiras mais eficientes…

Que papel tem a Administração na vida da UA?

Cumprindo à Administração implementar, designadamente no contexto dos Serviços mas também junto das Unidades, as linhas estratégicas emanadas pela Reitoria, cabe-lhe o papel de elemento promotor de sinergias, desbloqueador de obstáculos, em suma de dinamizadora, ao seu nível, da atividade de quem serve internamente a Universidade.

Podemos ver na Administração a imagem de uma ponte entre a Reitoria e as unidades orgânicas e os serviços da UA?

A nossa obrigação é assumir este papel facilitador e agregador, fazendo com que, com respeito pelas autonomias de cada sede de intervenção e das especificidades próprias de cada estrutura, a nossa organização sui generis, de matriz unitária, mas composta por um sistema binário, complexo e multifacetado, funcione diariamente e execute “a contento” a respetiva missão.

A Administração tem a obrigação de verificar que está tudo a funcionar adequadamente e quando não estiver deve descortinar as medidas necessárias a corrigir essa situação. Os Serviços não existem por si e para si, muito menos para criar problemas ao bom funcionamento da Instituição; devem antes, dentro dos parâmetros legais, encontrar as soluções e promover as ações mais apropriadas.

E de que forma quer a equipa interpretar esse papel?

Estamos conscientes do grande desafio, porém muito entusiasmados. Acreditamos que conseguiremos envolver a Comunidade e sabemos daquilo de que todos individual e coletivamente somos capazes; a Universidade perante as mais imprevisíveis situações e complexos desafios soube sempre enfrentá-los e vencer!

A Administração tem as portas abertas para receber a comunidade académica?

Claro que sim!!! Estamos disponíveis para ouvir todas as sugestões e comentários. Podem-no fazer na página da Administração, mas também podem falar pessoalmente connosco. Recebemos todos aqueles que o desejarem. Já perdemos a conta ao número de pessoas que ouvimos desde o início de funções; todavia nenhum dos seus problemas foi esquecido.

No sentido inverso, vão sair mais vezes para o Campus?

Tencionamos visitar todos os Serviços e Unidades e já o começámos a fazer. Ninguém administra fechado num gabinete. A Universidade faz-se com Todos e para Todos. A UA é de Todos Nós, queremos fazer dela a nossa Casa Comum, onde nos possamos realizar servindo o bem público!

Queremos pessoas felizes na Universidade e que acreditem neste projeto. O que poderemos prometer é que trabalharemos, em articulação com a Reitoria, com elevado empenho, rigor e transparência, combatendo iniquidades e disfunções.

Que se propõe fazer a Administração para contornar essas iniquidades e disfunções?

Estamos a olhar para os perfis das pessoas que aqui trabalham e, caso necessário – e já verificámos que em muitas situações é premente –, vamos realocá-las a novos postos de trabalho, conciliando o interesse da própria pessoa e o da UA. Nesse sentido podem consultar a nossa página, na parte mobilidade interna à UA

 

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