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Investigação
Open Campus do projeto Smart Green Homes decorreu na fábrica de Cacia
Parceria UA-Bosch já atingiu velocidade de cruzeiro e massa crítica que garante sustentabilidade
Smart Green Homes: ¿entrosamento enorme¿ entre UA e Bosch
O 3º Open Campus do projeto Smart Green Homes, parceria entre a Bosch e a Universidade de Aveiro, espelhou um “entrosamento enorme” entre as equipas que constituem os dois lados da parceria, considera Sérgio Salústio, administrador da Bosch Termotecnologia.

O diálogo e debate contínuo entre as equipas e o trabalho desenvolvido, afirma ainda o representante da empresa, “já permitiu adquirir massa crítica e a velocidade de cruzeiro que garante sustentabilidade à parceria”. Por seu turno, Artur Silva, Vice-reitor da UA para a área de Investigação, considera: “Os resultados apresentados permitem concluir que existe uma muito boa taxa de execução do projeto e excelente taxa de execução de entregáveis, tanto ao nível de artigos e apresentações científicas como de patentes”.

No evento que decorreu no auditório das instalações da empresa, em Cacia, a sala encheu-se de com as equipas de investigadores da UA e com as equipas técnicas e os responsáveis da empresa e da UA que dão corpo ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido há cerca de dois anos. “Foi impressionante ver o número de participantes, investigadores e técnicos, presentes e a forma entusiasmada e apaixonada com que apresentaram e discutiram os resultados obtidos até ao momento e os trabalhos a que irão dar continuidade no futuro próximo”, comenta o Vice-reitor.

O projeto Smart Green Homes desenvolve-se em torno de quatro áreas de atuação - a Energia, o Ambiente, os Materiais e as Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE) - e nele participam mais de 200 investigadores, de diversas áreas científicas e oriundos de mais de dez nacionalidades. O resultado será a criação de uma nova geração de produtos e serviços Bosch nos domínios das bombas de calor, tratamento de ar, sistemas de aquecimento a gás, sistemas de aquecimento elétrico, tratamento de água e serviços de interface e controlo residencial.

Os objetivos são claros: aumento de mais de 20% da eficiência energética na habitação; a diminuição das emissões de CO2 em mais de 20% por habitação; a diminuição do consumo de água em mais de 50 litros por dia em cada habitação; o aumento do índice de conforto doméstico. No próximo ano está previsto o início da integração das tecnologias nos produtos e da prototipagem.

A parceria é constituída por seis linhas de investigação e desenvolvimento: bombas de calor e sistemas de condicionamento e tratamento de ar; aquecimento por combustão de gás; aquecimento elétrico; tratamento de água; interface e comunicação para equipamentos de conforto; e controlo integrado de sistemas residenciais. Algumas, pela consolidação do conhecimento que já havia na empresa, partiram de um patamar mais consolidado e estão numa fase mais avançada. Apesar ter sido necessário construir conhecimento de base nas outras - casos do tratamento e filtragem de água e das tecnologias de comunicação -, estas evoluíram e mostram linhas de atuação que “não deixam de dar a mesma confiança em resultados futuros”, salienta Sérgio Salústio.

O administrador afirma ainda que surgiram soluções e conceitos, algumas boas surpresas, em resultado do caminho percorrido que abrem a porta a próximas colaborações.

O Open Campus Smart Green Homes seguinte está agendado para o início de 2019 e marcará a nova fase do projeto que se traduzirá no desenvolvimento de protótipos.

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