conteúdos
links
tags
Entrevistas
Professor UA – Vítor Santos, Departamento de Engenharia Mecânica
Robótica humanoide e condução autónoma é na UA
Vítor Santos
É o ‘pai’ do AtlasCar, o primeiro automóvel desenvolvido em Portugal capaz de manobras autónomas. Professor no Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da Universidade de Aveiro (UA), Vítor Santos é uma referência incontornável em Portugal quando o assunto é a condução autónoma e a robótica humanoide. Para os alunos deixa um conselho: “façam as suas escolhas por convicção, interesse genuíno e paixão”.

Licenciado em Engenharia Electrónica e Telecomunicações, doutorado em Engenharia Electrotécnica, a carreira docente de Vítor Santos começou na área da informática em 1995 na Universidade do Algarve, mas a partir de 1997, já na UA, o enfoque dirigiu-se para a robótica: robótica de manipulação, no ensino, e robótica móvel, no ensino e investigação, marcaram os anos seguintes.

A robótica com pernas, e em especial a robótica humanóide, ocuparam também interesses e foram oportunidades para estabelecer colaborações. Na área da condução autónoma, lembra Vítor Santos, “a criação do projeto ATLAS, em 2003, foi um momento muito determinante não só na docência e orientação de trabalhos, mas também pela investigação que proporcionou e culminou com o desenvolvimento do ATLASCAR, o primeiro automóvel desenvolvido em Portugal capaz de manobras autónomas”.

Nesta frente, “foram também desenvolvidas atividades e competências na área da perceção avançada, com forte impacto não só em dezenas de orientações de mestrado e doutoramento, mas também no ensino de uma unidade curricular na área, mais especificamente em visão artificial”.

Qual é o segredo para se ser bom professor? 

Autenticidade e rigor. Convicção e exigência. Mas a exigência deve começar por si mesmo, para depois a poder aplicar aos alunos, se não, dificilmente se pode esperar o respeito deles.

O que mais o fascina na profissão docente?

O prazer de ajudar a mostrar caminhos aos alunos, mas também a oportunidade de aprender enquanto se ensina.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes no Departamento de Engenharia Mecânica?

Formação exigente e sólida para assegurar uma preparação a mais longo prazo dos futuros profissionais.

Que grande conselho dá aos seus alunos?

Que façam as suas escolhas por convicção, interesse genuíno e paixão. Só estas escolhas são verdadeiramente livres e por isso serão sempre escolhas acertadas, mesmo que o desfecho venha a ser diferente do previsto!

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado? Porquê?

Extraordinariamente, todos os grupos de alunos têm sido marcantes de alguma forma, e muitos ficam na memória pelos eventos e experiências vividos em conjunto. Porém, não será de estranhar que nos marquem ainda mais os alunos que foram pioneiros em certas ações, como os primeiros a levar um certo robô a uma competição ou a ganhar prémios, ou que ajudaram a desenvolver o primeiro carro autónomo nacional, etc.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Num dos primeiros anos em que lecionei, eu estava a dar um exemplo do efeito estroboscópico e a pensar num brinquedo que a minha filha tinha na altura, e terei dito aos alunos que poderiam ir verificar este efeito nos brinquedos dos filhos deles! Foi a risada geral com algumas intervenções a referir, “professor, nós não temos filhos!”  – obviamente!

descrição para leitores de ecrã
Da formação dada aos estudantes do DEM, não tem dúvidas: “exigente e sólida para assegurar uma preparação a mais longo prazo dos futuros profissionais”.

Traço principal do seu carácter

Exigência, modulada com compreensão e tolerância!

Ocupação preferida nos tempos livres

Entreter-me com assuntos favoritos: música, astronomia, tipografia, cinema.

O que não dispensa no dia-a-dia

Nos últimos anos, a leitura das notícias on-line logo pela manhã ao pequeno almoço!

O desejo que ainda está por realizar

Visitar o Egito e as pirâmides!

imprimir
tags
outras notícias