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Cultura
De 23 de maio a 15 de junho, na sala de leitura informal da Biblioteca da UA
Camilo Castelo Branco e Rosalía de Castro, duas escritas em exposição
Camilo e Rosalía
Escritores do século XIX, deixaram vasta obra publicada que bem retrata a alma e as gentes da época. A obra de Camilo Castelo Branco traça linhasdo Portugal de 1800, enquanto a de Rosalía de Castro bem carateriza o povo galego e marcaram a literatura dos dois lados da fronteira. Estes dois autores têm a sua bibliografia exposta na biblioteca da UA, tendo por base os exemplares da coleção particular de Paulo Sá Machado e do acervos da própria biblioteca da UA. A exposição bibliográfica "Camilo Castelo Branco e Rosalía de Castro" foi inaugurada no dia 23 de maio na sala de leitura informal da Biblioteca da UA.

Integrada no programa da IV conferência "Pelos Mares da Língua Portuguesa", a exposição bibliográfica "Camilo Castelo Branco e Rosalía de Castro" foi inaugurada no dia 23 de maio, após a apresentação do livro Rosalía de Castro: Documentación biográfica y bibliografia crítica (1991-2000), de Aurora Lopéz-Lopéz & Andrés Pociña, por Carlos Morais.

A mostra bibliográfica é composta por exemplares da obra de Camilo e Rosalía da coleção particular de Paulo Sá Machado, jornalista, escritor e colecionador, que estará presente na apresentação. É complementada com obras do catálogo geral da Biblioteca da UA (sobre Camilo Castelo Branco e sobre Rosalía de Castro), e com coleções especiais da UA, como é o caso da coleção do Padre Acúrsio, que integra edições do séc. XIX de Camilo Castelo Branco.

descrição para leitores de ecrã
Paulo Sá Machado na inauguração da Exposição

Sobre Rosalía de Castro

Andrés Pociña, da Universidade de Granada, que é também participante na conferência, apresenta a autora da seguinte forma:

"De todo o abundante trabalho de Rosalía, quatro títulos contribuíram fundamentalmente para a sua consideração em primeiro lugar como máximo representativo da literatura galega, Cantares Gallegos e Follas novas, e por outro lado como o principal escritor em espanhol do século XIX, En las orillas del Sar e El caballero de las botas azules. A sua fama universal, sempre reconhecida, contribuiu desde muito cedo para ser considerada como a figura representativa da alma da Galiza, do povo galego e do espírito galego. [...] É sem dúvida a figura mais publicada e mais estudada na literatura galega, e provavelmente na literatura espanhola, num grau comparável ao de Federico García Lorca, que a admirava profundamente e pelo amor a ela, publicou na língua de Rosalía seus seis poemas galegos (Santiago, 1935)."

Sobre Camilo Castelo Branco

David Gibson Frier, da Universidade de Leeds, Reino Unido, também participante na Conferência " Pelos Mares da Língua Portuguesa" apresenta Camilo Castelo Branco nestas palavras:

"O seu apetite voraz por ler os clássicos portugueses do Renascimento influenciou o seu estilo de prosa, levando à sua classificação como um dos grandes estilistas da língua portuguesa. Desde suas primeiras obras, podemos observar as preocupações que marcariam a ficção de Camilo ao longo de sua carreira: amor frustrado, um sentimento inato de destruição iminente e uma busca desesperada por satisfação através do amor. Em meados da década de 1850, ele desenvolveu uma fórmula fictícia de sucesso, em que as aventuras rápidas e a voz autoral animada e imaginativa funcionam dentro de uma estrutura narrativa convincente. Pelas próximas duas décadas e mais, ele manteria uma surpreendente produção de romances, baseada em enredos de jovens amantes frustrados em suas ambições por pais e estruturas sociais motivadas por ganância mesquinha e status social, e não por caridade ou amor."

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