conteúdos
links
tags
Entrevistas
Professores UA: Nuno Durães, investigador do Departamento de Geociências
“O sucesso académico é o ‘trunfo’ de um recém-graduado numa candidatura de emprego”
Nuno Durães é investigador do GeoBioTec
Saber gerir o tempo e empenho nos estudos para acabar o curso com sucesso no menor tempo possível são os conselhos aos alunos de Nuno Durães, investigador que exerceu atividade docente no Departamento de Geociências. O investigador lembra que “o sucesso académico é o ‘trunfo’ de um recém-graduado numa candidatura de emprego”. “Ter um papel construtivo no futuro profissional de alguém” é o que mais fascina na atividade docente este investigador em processos de interação biogeoquímica dos Elementos de Terras Raras no sistema solo-planta.

Nuno Miguel dos Santos Durães nasceu em 1981 e é natural de Paranhos – Porto. É licenciado em Geologia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tendo terminado o curso com a média final de 16 valores no ano de 2004. Em 2006, concluiu o curso de Especialização do Mestrado em Prospeção e Avaliação de Recursos Geológicos – Ramo de Recursos Minerais, com a média final de 17 valores na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Desde 2011 que é doutorado em Geociências, na especialidade de Geoquímica Ambiental e Biogeoquímica, pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Universidade de Aveiro, tendo sido aprovado com distinção. Entre 2012 e 2017 foi bolseiro de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, desenvolvendo a sua investigação sobre os processos de interação biogeoquímica dos Elementos de Terras Raras no sistema solo-planta, na unidade de investigação GEOBIOTEC – Geobiociências, Geoengenharias e Geotecnologias (Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro).

Como define um bom professor?

Para mim um bom professor é aquele que sabe ensinar e que se empenha nessa tarefa! Apesar de parecer um contrassenso, todos nós nos lembramos de professores marcantes na nossa formação, mas também nos lembramos de professores que, apesar de serem muito conhecedores da matéria, eram incapazes de cativar a atenção e o interesse por parte dos alunos. Por conseguinte, um professor deve ser organizado, claro nas ideias, exigente e, sobretudo, deve fazer um esforço por conhecer os seus estudantes e o nível de conhecimento que têm para assim adequar a sua abordagem de ensino.

O que mais o fascina no ensino?

Ter um papel “construtivo” no futuro profissional de alguém. No entanto, este aspeto também coloca sobre os que assumem o papel de professores uma grande responsabilidade que nunca deve ser descurada.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes nos cursos a que está ligado?

Considero que é uma formação diversificada, o que permite aos estudantes contactarem com diferentes áreas do saber e, assim, definirem melhor as suas áreas de eleição, quer para estudos pós-graduados, quer na escolha de carreiras profissionais mais ajustadas aos seus perfis. Considero também uma mais-valia nesta formação o peso substancial da componente prática, nomeadamente o trabalho de campo e de laboratório.

Que grande conselho dá aos seus alunos?

Que saibam gerir o tempo. Não sei se o tempo dá para tudo, como frequentemente ouvimos, mas dá para muita coisa! Por isso, devem aproveitar e viver a vida, mas também devem-se aplicar para acabarem o curso com sucesso e no mais curto espaço de tempo. O mercado de trabalho é muito exigente e, para quem não tem experiência de trabalho, o sucesso académico é o “trunfo” de um recém graduado numa candidatura de emprego.

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado? Porquê?

A minha experiência enquanto docente não é muito extensa. Tive a oportunidade de contactar com alunos de diferentes ciclos de estudos que, como é lógico, apresentam perfis diferentes, mas é-me difícil destacar os que mais me marcaram. Diria todos, à sua maneira!

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Felizmente ou infelizmente nunca vivenciei nenhum episódio de particular curiosidade.

Traço principal do seu carácter

Bem-disposto; empenhado nos compromissos que assumo.

Ocupação preferida nos tempos livres

Conhecer e explorar novos locais (turismo da natureza). Conviver e socializar com a família e amigos.

O que não dispensa no dia-a-dia

Café.

O desejo que ainda está por realizar

Muitos, entre os quais, conseguir um contrato de trabalho.

imprimir
tags
outras notícias