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Distinções
Cláudia Albino, docente do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA)
Docente da UA ganha Prémio de Investigação em Artesanato de 2017
Cláudia Albino, docente do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da Universidade de Aveiro
Cláudia Albino, docente do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da Universidade de Aveiro, foi distinguida a 15 de Março, com o 1º Prémio de Investigação em Artesanato de 2017, promovido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, com o seu livro "À procura de Práticas Sábias. Design e Artesanato na significação dos Territórios".

Editada pelo Centro de Formação Profissional para o Artesanato e o Património (CEARTE), em 2017, a obra de Cláudia Albino é o tratamento em livro da sua tese de doutoramento “ Os sentidos do lugar. Valorização da identidade do território pelo Design”, realizada no âmbito do Programa Doutoral em Design da Universidade de Aveiro, sob a orientação de Rui Roda e Francisco Providência.

A investigação partiu do pressuposto de que a sensibilidade para o que é local é hoje relevante no contexto de um mundo globalizado, face à tendência hegemónica da sua homogeneização. Neste âmbito, estudou o artesanato enquanto conhecimento biográfico dos lugares. O estudo teve como premissa que a partir da realidade do lugar, a combinação dos saberes do design com o artesanato é capaz de criar a diversidade de sentidos e significados, isto é as experiências do sentir, em cada lugar, transportando-os para o mundo global, contribuindo para a universalidade sem totalidade.

Portugal foi o território seleccionado para a investigação na qual se procurou compreender – através do estudo exaustivo das associações que se têm ensaiado entre artesanato e design, ao longo do território nacional – de que forma o design, enquanto meta disciplina com apetência transdisciplinar, se pode constituir como instrumento útil para a criação e promoção de novas práticas, que sejam capazes de conferir visibilidade aos valores distintivos do território, recorrendo ao artesanato, enquanto factor de identidade, como chave de leitura.

Com o objectivo de identificar os factores que contribuem para a significação e regeneração social, económica e cultural dos territórios, conferindo-lhes visibilidade à escala global, explorou-se a vocação de mediador cultural a que historicamente o design aspira, e a de agente participante no redesenho semântico da cultura local, enquanto disciplina que procura inovar pela integração do artesanato.

Como resultado da investigação, fazendo a apologia da revolução do tempo lento para uma renovação da experiência sensível, elaborou-se um modelo flexível de abordagem à significação do território pelo design, promovendo a visibilidade do artesanato pela sua transcriação e, consequentemente, a diversidade cultural subjacente à identidade dos lugares, amplificando os seus sentidos.

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