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Entrevistas
Antigo presidente da AAUAv – Tiago Alves
“A AAUAv dá-nos mais do que aquilo que nós lhe podemos dar”
Tiago Alves, antigo presidente da AAUAv
A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) completa a 28 de junho o seu 40.º aniversário. Para assinalar a data, o jornal online traz-lhe semanalmente à memória alguns dos seus dirigentes máximos. Tiago Alves frequentava a licenciatura em Economia quando em 2010, 2011 e 2012 assumiu a direção da Associação com o propósito de, num contexto singular, a voltar a tornar próxima dos estudantes. Hoje está em Lisboa onde, na Caixa Geral de Depósitos, é Analista de Risco de Mercado.

O que o motivou a envolver-se no associativismo?

Foi um conjunto de circunstancias: em primeiro lugar a vontade de participar na construção de uma melhor UA, e depois a constatação daquilo a que chamamos o afastamento da Associação. Entendíamos que a AAUAv devia estar presente no quotidiano dos estudantes e sentíamos que estava a trilhar um caminho inverso, fruto de muitas circunstâncias que vão desde a colocação da sua sede no Campus do Crasto, à crescente burocratização dos seus processos, que ocupavam muito do tempo dos seus dirigentes, e até mesmo ao afastamento etário destes para com os seus pares, o que provocava diferentes expectativas e perceções da realidade UA e AAUAv.

Por último, porque nada se faz sozinho, senti que não era o único a pensar desta forma, tinha um grande grupo de estudantes que partilhava das mesmas ideias, grupo esse que me fez acreditar que juntos podíamos fazer diferente, acrescentando um contributo na tentativa de tornar a AAUAv numa Associação Académica mais moldada e moldável àqueles que representa. E penso que conseguimos!

Que mais-valias retirou desta experiência?

Há uma mais valia de grupo, a questão da confiança, que se prende com o cumprimento das expectativas que geramos nos outros, pelo sentimento de dever cumprido. Depois há uma componente pessoal muito grande que se ganha, que vai não só da maior importância que dou à participação na vida ativa, nas questões sociais e na vida em sociedade.  Profissionalmente, a forma como me adapto a novas situações e encaro os problemas e desafios é aquilo que mais destaco. Está tudo relacionado com a experiência que se ganha. Por isso é que disse um dia que a AAUAv nos dá mais a nós do que aquilo que nós lhe podemos dar.

Que grande marco destaca dos seus três mandatos?

Destacaria aquele que era o nosso grande propósito, quando nos decidimos candidatar. A proximidade e centralidade que a AAUAv voltou a assumir não tem paralelo. Foi um desafio grande, também pelos desafios que a UA partilhava. O número de estudantes aumentou muito, mas os estudantes passaram a estar menos tempo na UA, fruto do Processo de Bolonha. Era fundamental encontrar formas de a AAUAv responder a estes desafios, fazer-se sentir útil junto destes novos estudantes. Conseguimos fazer com a estrutura crescesse, se replicasse junto das várias sensibilidades e realidades, onde o reforço e aumento do número de núcleos teve um papel central. Hoje a Associação Académica não passa despercebida, e concretizamos esse objetivo também através da criação desta nova imagem, deste logotipo que identifica uma instituição una, coesa, moderna e com os olhos no futuro. Digamos que lançamos as bases para a concretização de um futuro próspero que já hoje é uma realidade, e cujos sucessos tendem a aumentar.

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