conteúdos
links
tags
Entrevistas
Carlos Costa inicia novo mandato como diretor do DEGEIT
“O DEGEIT quer criar um novo paradigma na relação com as empresas e organizações”
O diretor do DEGEIT considera que o campus proporciona condições de trabalho excessionais à UA
Tornar o DEGEIT numa Escola incontornável também nas áreas de Economia e Gestão, a nível nacional e internacional, e criar um novo paradigma na relação com as empresas e organizações são duas das prioridades do novo mandato do diretor reeleito. Carlos Costa, licenciado pela Universidade de Aveiro (UA), iniciou um novo mandato como diretor do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT).

Quer destacar e explicar duas prioridades do seu programa de candidatura?

O programa do DEGEIT para o próximo quadriénio tem duas prioridades centrais: apostar numa forte relação com as empresas e organizações e criar uma estrutura de coordenação e com elevada eficácia para os seis programas doutorais em que o DEGEIT se encontra envolvido. Estas duas prioridades irão permitir-nos relançar as nossas atividades e melhorar os nossos indicadores de performance em áreas em que a UA necessita de se posicionar cada vez mais e melhor no futuro.

Para além destas prioridades, o DEGEIT irá continuar a manter o rumo que criou nos últimos quatro anos e de que se orgulha: muitos alunos e médias elevadas; a internacionalização do departamento está a correr de uma forma excecional; organização interna com estruturas novas; os alunos das quatro áreas trabalham em conjunto, cooperando em vez de competirem uns com os outros; criou-se uma nova e excelente relação com o Pessoal Técnico, Administrativo e de Gestão – uma equipe de funcionários em quem confiamos e com quem trabalhamos, numa nova relação de confiança mais evoluída e menos sujeita a estereótipos.

Realizou o primeiro ciclo de estudos na UA, onde também iniciou a carreira académica (há 30 anos). Quando começou a licenciatura, havia 3000 alunos. Que acha da evolução ao longo de todos estes anos?

Estou na UA há mais de 30 anos, primeiro como aluno e depois como professor. Só estive ausente entre 1990 e 1996 enquanto estive em Inglaterra a fazer o mestrado e o doutoramento.

A UA tem crescido de uma forma excecional. É um campus exemplar, em que não há desculpas para não se trabalhar. Temos das melhores condições de trabalho que conheço. Os meus colegas estrangeiros, sempre que cá vêm, apaixonam-se pelo nosso campus e elogiam a UA.

A reputação da investigação e dos cursos do DEGEIT (com o Turismo à cabeça), nos vários ciclos de estudos, tem vindo a melhorar progressivamente… A unidade de investigação GOVCOPP, em que participam investigadores do Departamento, por exemplo, foi classificada como “Excelente”. Que falta ainda fazer?

Nos últimos anos conseguimos atingir indicadores no ensino e na investigação que são excecionais: temos muitos e bons alunos; temos uma produção científica em crescendo – a GOVCOPP atingiu a classificação de “Excelente”.

O desafio para os próximos anos será o de tornar o DEGEIT numa Escola incontornável de Economia e Gestão, a nível nacional e internacional. Tal como refere, na área do Turismo já somos a primeira escola nacional, e uma referência em termos internacionais. Mas, nas áreas da Economia, Gestão e Engenharia Industrial, estamos a crescer e a consolidar-nos igualmente e tenho a certeza que lá chegaremos igualmente.

O DEGEIT possui uma natural vocação para a ligação à sociedade e, particularmente, às empresas. No entanto, no Programa Estratégico que apresentou, como candidato à Direção do Departamento, refere que “um dos objetivos centrais deste Programa é o de criar uma Rede de Empresas e Organizações para a Inovação e Empreendedorismo”. Quer explicar quais são os propósitos desta Rede?

O DEGEIT quer criar um novo paradigma na relação com as empresas e organizações e já estamos a trabalhar nesse sentido. Queremos ajudar a UA a reinventar a forma como as universidades se devem relacionar com a sociedade. Neste novo ciclo de gestão que se vai agora abrir na UA, este deverá ser um dos desígnios que deve ser colocado no topo da agenda. Temos de fazer mais e melhor! A UA deve ter essa ambição.

Confesso que as estruturas estereotipadas de relação que as universidades têm com a sociedade, incluindo a UA, sabem-me a pouco. Temos obrigação de ir mais longe, de termos mais ambição e de criar novos paradigmas. A rede de ligações que estamos a colocar em marcha aponta nesse sentido. Em breve, traremos mais notícias nessa área.

Quer avançar com uma proposta que contribua para reforçar a UA como universidade de referência internacional?

A origem e o trajeto de sucesso da UA estão ligados, claramente, à área das engenharias, tecnologias, materiais, ambiente, entre outras. E temos de assumir que a área das Ciências Sociais sempre esteve aquém destas áreas. Contudo, nos últimos anos, as Ciências Sociais desenvolveram-se de uma forma rápida e com excelentes resultados, e em áreas fulcrais para a sociedade do futuro: turismo, território, cidades, cultura e património, marketing, design, etc.

O grande desafio que deve ser colocado à UA nos próximos anos, é o de conseguir fazer pontes entre as suas áreas tradicionais das engenharias, materiais, mar, e ambiente e aplicar este know-how aos novos desafios que estão a emergir. Para isso, teremos de conseguir fazer a ponte entre estas áreas. Assim, a UA precisa de relançar a sua estrutura organizacional, nomeadamente em termos de relação e equilíbrio interdepartamental, através de uma maior mobilidade de docentes entre diferentes unidades orgânicas e de uma maior fluidez e agilidade na resposta a projetos de investigação e cooperação com a sociedade.

Que atividade(s) realiza, habitualmente, para além do trabalho académico e que o ajuda a “recarregar as baterias”?

Os meus tempos livres são dedicados à família, desporto (ginásio 3 a 4 vezes por semana onde me reequilibro das mazelas do excesso de trabalho) e leitura.

"BI" do diretor do DEGEIT

Carlos Costa é professor catedrático e diretor do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo da UA. É doutor e mestre em Turismo pela Universidade de Surrey (Reino Unido) e licenciado em Planeamento Regional e Urbano pela UA. Desempenha ainda as funções de diretor do Programa Doutoral em Turismo, de editor da Revista Turismo & Desenvolvimento e é membro da direção da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas. É ainda diretor técnico-científico da empresa spin-off em turismo ‘idtour-unique solutions’ e diretor do programa doutoral 3.º ciclo em Marketing e Estratégia.

imprimir
tags
outras notícias