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Entrevistas
Professora UA - Marina Khabenskaya Santos, Departamento de Línguas e Culturas
Ao serviço da UA, da língua russa e da cultura universal
Marina Khabenskaya Santos
Tem um sonho: criar na Universidade de Aveiro (UA) um centro de língua russa. Chama-se Marina Khabenskaya Santos, é professora de russo no Departamento de Línguas e Culturas (DLC) e a missão de desmistificar a tantas vezes distante e enigmática Rússia abraça-a diariamente com os seus alunos.

Em 1982 nasceu na cidade russa de São Petersburgo. Aos 17 anos entrou na Faculdade de Letras da Universidade de São Petersburgo onde se licenciou em Língua Portuguesa. No final da formação, veio para Portugal fazer o Mestrado em Linguística Portuguesa e Comparada na Universidade do Minho. Entretanto, recebeu a proposta de dar aulas do Russo no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto. Quando foi criado o curso do Russo no DLC aceitou o desafio. Está cá há oito anos. Neste momento está a fazer Doutoramento em História na Universidade do Porto.

Qual é o segredo para se ser bom professor?  

Acho que um bom professor nunca deve parar de aprender procurando uma evolução permanente garantindo assim a melhor transmissão dos seus conhecimentos para os alunos. Outro critério importante é atenção que um professor dedica aos seus alunos para poder ajudá-los de uma forma mais eficiente.

O que mais a fascina na profissão docente?

Diria que há dois aspectos principais:

Por um lado é o processo de passar o conhecimento. Ver quando os alunos começam a dominar a língua e a desenvolver as suas competências. Esperar que fiquem a saber um pouco mais sobre o país e, desta forma, a Rússia já não lhes parece tão enigmática e totalmente desconhecida. 

Por outro lado, acho que um professor tem que ser suficientemente humilde para saber a aprender com os alunos. Os meus alunos não me deixam de surpreender e todos os anos aprendo imensas coisas com eles a vários níveis.

Como qualifica a formação em língua russa que é dada aos estudantes no DLC?

Acho que a formação dada aos estudantes é consistente e variada. As opções de línguas criadas no DLC e propostas aos alunos é uma prova funcional disso. No mundo de hoje quando não se sabe onde possam surgir os novos desafios profissionais, a preparação mais diversificada, dará uma maior vantagem na resposta.

A aprendizagem de uma língua não se resume apenas ao estudo de gramática. Durante o processo de aprendizagem os alunos adquirem conhecimentos na área de geografia, história, cultura e tradições de um país estrangeiro. No ano passado uma aluna nossa já esteve um mês em São Petersburgo a frequentar um curso de verão. Vai haver mais programas e iniciativas. Este curso faz com que os alunos portugueses conheçam melhor a Rússia, um país remoto, pouco conhecido em Portugal e carimbado muitas vezes com vários estereótipos. Desta maneira o curso contribui, no mínimo, para a cultura geral de um aluno, evitando no futuro situações confusas por falta de conhecimento.

Que grande conselho dá aos seus alunos?

Que sejam curiosos e persistentes, que não desistam logo quando aparecem os primeiros obstáculos e que não abdiquem dos seus sonhos.

Houve alguma turma que mais a tivesse marcado? Porquê?

Todas as turmas são únicas. Cada ano vem uma turma nova e, evidentemente, que fico marcada. Um ano lectivo acaba por ser um convívio quase diário com os alunos. E cada um vem com a sua personalidade única, sonhos e medos, dúvidas e ambições. Ao longo do ano sou testemunha de pequenas e grandes vitórias, algumas desilusões e alegrias. Fico marcada, sentindo-me parte deste processo de crescimento.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Fico muito contente e satisfeita quando os antigos alunos me contactam e dizem que a experiência deles com a língua russa foi muito útil e interessante, lembram-se das aulas. Sem dúvida, isso é muito gratificante. Ou quando fico a saber que alguém dos antigos alunos está a trabalhar ou a estudar na Rússia. Sinto-me, de alguma forma, ligada a essas opções e percursos de vida profissional.

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“A aprendizagem de uma língua não se resume apenas ao estudo de gramática”, diz Marina Khabenskaya Santos. Da Rússia os estudantes aprendem também a geografia, a história e a cultura.

Traço principal do seu carácter

Dedicação aos compromissos assumidos

Ocupação preferida nos tempos livres

Livros, convívio com a família e amigos, viagens

O que não dispensa no dia-a-dia

Leitura

O desejo que ainda está por realizar

Desenvolver um centro de língua russa na UA que fosse uma referência no país

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