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Entrevistas
Professor UA – Manuel Senos Matias, Departamento de Geociências
“O que é difícil é o que vale a pena fazer”
Manuel Senos Matias
Já esteve ao serviço da Empresa Nacional de Urânio. Engenheiro de Minas, Manuel Senos Matias conhece como ninguém os subterrâneos das Minas da Cunha Baixa, da Freixiosa e do Pinhal do Souto. Professor há mais de três décadas no Departamento de Geociências (DGeo) da Universidade de Aveiro (UA) não se cansa de dizer aos estudantes: “façam um futuro melhor que o presente”.

Licenciado em Engenharia Minas pela Universidade de Coimbra, doutorado em Geofisica, pela Universidade de Leeds (Reino Unido), está há 32 anos ao serviço do ensino e da Investigação da UA. No DGeo tem-se dedicado às unidades curriculares, entre outras, de Prospeção Geofísica, Geofísica Aplicada, Geomatemática, Exploração Depósitos Minerais, Obras Subterrâneas e Projeto.

Qual é o segredo para se ser bom professor?

Não me parece haver segredos, mas talvez seja importante o sentido de justiça, a capacidade de motivar e ouvir, o bom senso, além da competência claro.

O que mais o fascina no ensino?

Aprender, estar sempre a aprender.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes no DGeo?

Todos nos esforçamos por dar uma formação de excelência.  E se verificarmos o percurso feito pelos nossos antigos estudantes e o modo como eles levam a UA aonde estão, penso que o conseguimos.

Que grande conselho dá aos seus alunos?

Vivam todos os momentos da vida universitária nos seus diferentes aspetos ao máximo, com responsabilidade. O que é difícil é o que vale a pena fazer, nunca desistam, e, por favor, façam um futuro melhor que o presente.

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado? Porquê?

Todos os alunos, bons, menos bons, organizados ou não, disciplinados ou não, me marcaram e marcam porque com todos aprendi e quero continuar a aprender.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Como professor com certeza muitas, mas prefiro-me abster pois posso ferir ou relevar situações ou pessoas. Por isso, quero contar uma situação que vivi como aluno e que me marcou profundamente. Era eu caloiro na Universidade de Coimbra e num anfiteatro repleto de estudantes de Engenharia um (vim a saber mais tarde) distinto professor tentava interessar-nos pela Mecânica. Nós divertíamo-nos a fazer aviões de papel e, quando ele se voltava para o quadro, lançávamos os aviões pelo ar para classificar o melhor voo. Eis que um avião aterra na secretária centenária do professor. Ele inspecionou o avião, revirou-o e disparou para nós: “Vocês são estudantes de Engenharia não são? Vejam se fazem aviões de outro modelo.”

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Nas salas de aula do DGeo impera o esforço por uma formação de excelência. “Penso que o conseguimos”, aponta Manuel Matias.

Traço principal do seu carácter

Talvez a frontalidade

Ocupação preferida nos tempos livres

Desporto (como praticante)

O que não dispensa no dia-a-dia

O café logo de manhã

O desejo que ainda está por realizar

Tudo

 

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