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Entrevistas
Antiga aluna UA - Maria Madalena Malhadas, licenciada em Física
Da UA para Singapura pela sustentabilidade da água
Maria Madalena Malhadas
Está em Singapura ao serviço da Danish Hydraulic Institute (DHI), uma das referências mundiais no desenvolvimento de soluções tecnológicas na gestão da água. Licenciada em Física pela Universidade de Aveiro (UA), Maria Madalena Malhadas vive um sonho profissional. Inserida em projetos ambientais internacionais no sudoeste asiático, todos os dias se sente a contribuir para o crescimento sustentável e para a proteção dos ecossistemas marinhos.

Em 2002 concluiu no Departamento de Física (DFis) da UA a Licenciatura em Física - ramo de Meteorologia e Oceanografia com um estágio profissional no MARATEC. Hoje, aos 42 anos, Maria Madalena Malhadas garante: “O meu curso e a UA preparam-me para os desafios que vieram a seguir”.

E os desafios foram e são muitos e intensos. No Centro de Ciência e Tecnologia do Ambiente e do Mar do Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, acabaria por ficar como investigadora durante oito anos, tempo durante o qual participou em projetos internacionais e escreveu artigos científicos essenciais para o desenvolvimento da carreira. Durante esse tempo fez um mestrado e um doutoramento, respetivamente, em Modelação e Recursos Hídricos e em Engenharia do Ambiente.

Em 2010 mudou-se para a área da consultadoria ambiental e começou a trabalhar na empresa Hidromod - Modelação em Engenharia, onde se especializou em modelação numérica e estudos de impacte ambiental.  

Em agosto de 2016 mudou-se de armas e bagagens para a sede da DHI em Singapura onde faz consultadoria ambiental.  Adora o que faz: “O desafiante desta nova etapa profissional é o poder participar em projetos globais que se interligam entre a Malásia, a Indonésia, a China e a Singapura. Adicionalmente tenho a oportunidade de participar em novos projetos ambientais que envolvem estudos de reclamação de terras e dessalinização de água do mar”.

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De estudante da UA até consultora ambiental em Singapura depois de 15 anos de grandes desafios profissionais

Quais os motivos que a levaram a estudar na UA?

Com 17 anos, que foi quando eu entrei para a UA, não sabemos muito bem o que escolher. Acho que escolhi pela proximidade de casa, uma vez que sou de Mirandela.

O curso correspondeu às suas expectativas?

O curso poderia ter sido mais prático. Foi muito teórico.

E a UA?

A UA superou as minhas expectativas. Passando eu pelo IST e tendo conhecimento de outras universidades do país, posso dizer que tive o privilégio de estudar na melhor universidade de Portugal.

O que mais a marcou na UA?

Quando eu entrei para a UA, a Academia não tinha a projeção que tem hoje. Acho que foram um pouco os alunos antigos que fizeram da UA a universidade que é hoje. No curso de Física éramos muito poucos e isso foi uma vantagem para o nosso sucesso, pois éramos como uma família. No fundo, o que me marcou foram as pessoas (professores, colegas, empregados, etc.) pois éramos todos muito unidos. Não posso deixar de referir a D. Lurdes, uma senhora fantástica no DFis que nos tratava como se fossemos filhos.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Não. Eu quando fui para a UA queria ser meteorologista, mas depois percebi que no nosso país não seria possível. O nosso país não tinha, e continua a não ter, capacidade para empregar físicos, meteorologistas ou oceanógrafos. Acho que Portugal não nos dá valor como cientistas tal como acontece noutros países, como os EUA.  Acabei por enveredar para o ramo da consultadoria ambiental e especializar-me em ambiente marinho, pelo facto de existirem mais ofertas profissionais.

Como descreve a sua atividade profissional?

Adoro o que faço porque posso integrar a Física e a ciência em projetos ambientais reais de modo a suportar um desenvolvimento sustentável e a proteger os ecossistemas marinhos. 

O que mais a fascina na sua atividade profissional?

Um dos grandes desafios existentes é conciliar crescimento económico com responsabilidade ambiental.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

Eu costumo dizer para os meus amigos que quando terminei o curso não sabia nada, mas que a UA e o curso de Física deram-me a capacidade para tornar tudo possível. Ou seja, o meu curso e a UA preparam-me para os desafios que vieram a seguir. As ferramentas postas ao meu dispor durante o curso e muitos dos princípios abordados foram determinantes no meu sucesso e em variadíssimas situações do dia-a-dia profissional e pessoal.

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