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Distinções
Desenvolvimento de biomateriais de origem humana e células como modelos de doença
Bolsa europeia distingue investigador da UA que desenvolve biomateriais para testar tratamentos no cancro
O trabalho de João Mano valeu uma bolsa Proof of Concept da Comissão Europeia
João Mano, professor do Departamento de Química da Universidade de Aveiro (UA) e investigador no CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, recebe bolsa Proof of Concept do Conselho Europeu de Investigação. A bolsa vai apoiar o desenvolvimento de um modelo comercializável para testar novos tratamentos de neoplasias ósseas.

As bolsas ERC-PoC, atribuídas pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC), apoiam atividades no estágio inicial de transformação de resultados obtidos por investigadores possuidores de bolsas ERC em propostas com potencial comercial, capazes de alcançar benefícios económicos ou sociais. Com base no novo conhecimento em resultado da bolsa avançada (ERC-AdG) ATLAS, o professor João F. Mano e a sua equipa trabalharão na validação e exploração comercial de uma plataforma, baseada em hidrogéis que combinam biomateriais de origem humana e células, como modelos de doença, em particular o osteossarcoma.

O osteossarcoma é um tumor ósseo raro mas devastador, que afeta principalmente crianças, adolescentes e idosos. Este tipo de tumor é muito resistente às terapias atuais, sendo assim urgente encontrar novos tratamentos eficazes. Os modelos tumorais tridimensionais in vitro podem reproduzir aspetos relevantes do ambiente natural do tumor e ser utilizados para melhorar a previsão do desempenho de candidatos a fármacos anticancerígenos.

Bolsa de 150.000 euros contra neoplasias ósseas

O projeto ERC-PoC, designado por MicroBone, usufruirá de uma verba de 150000 euros para se focar no desenvolvimento de modelos de doenças, que poderão ser comercializados e usados como ferramentas para descoberta de novos fármacos, em particular para o desenvolvimento de terapias personalizadas na área das neoplasias ósseas.

Paralelamente, o projeto ATLAS prosseguirá com trabalhos mais fundamentais na área da engenharia de tecidos humanos, nomeadamente na criação de dispositivos “vivos” miniaturizados capazes de compartimentar uma série de ingredientes, incluindo diferentes tipos de células e biomateriais avançados, aptos para, de uma forma autorregulada, promover a formação de novo tecido funcional. Neste caso, espera-se que esta tecnologia possa servir, a mais longo prazo, para regenerar tecidos danificados.

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