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Entrevistas
Marta Ramos vence Prémio UA/Caixa Geral de Depósitos no valor de 5 mil euros
Melhor licenciada da UA termina Biologia com média de 18,8
Marta Ramos
Dedicação, persistência, bons professores, cooperação e ajuda entre colegas e, claro, trabalho. Estes são os ingredientes com que Marta Ramos alcançou a média de 18,8 no final da Licenciatura em Biologia da Universidade de Aveiro (UA). A nota faz da estudante a melhor licenciada da UA no ano letivo de 2016/2017 e, por isso, a grande vencedora do Prémio UA/Caixa Geral de Depósitos no valor de 5 mil euros.

Aluna na Escola Secundária de Albufeira até 2014, ano em que entrou na Licenciatura em Biologia do Departamento de Biologia da UA, Marta Ramos tem 21 anos e está neste ano letivo a estudar Biotecnologia.

Durante a sessão comemorativa do 44º aniversário da UA, Marta Ramos será um dos 35 estudantes da Academia de Aveiro que serão premiados em reconhecimento pelo respetivo sucesso académico. Patrocinadas por cerca de 20 empresas e instituições parceiras da academia de Aveiro, as distinções pretendem sublinhar a importância que a academia aponta ao mérito e ao sucesso nos estudos.

Estas distinções juntam-se às bolsas de estudo entregues aos melhores caloiros e às bolsas de mérito aos estudantes que mantêm o seu bom desempenho académico, prémios já entregues a 4 de outubro durante a cerimónia de abertura do ano letivo 2017/2018

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Marta Ramos durante a cerimónia de Bênção dos Finalistas: “Foi a escolha certa fazer a minha licenciatura na UA”.

Perante a excelente média que alcançou no final da licenciatura, não há como fugir à pergunta: Qual foi o segredo para atingir o 18,8?

Penso que não existe propriamente um segredo. A verdade é que é necessária muita dedicação e persistência, estudo regular e acompanhamento das aulas. Sou muito exigente comigo mesma e o facto de gostar do curso contribuiu também para a obtenção de bons resultados. Para além disso, sem dúvida que o facto de ter encontrado professores acessíveis, dispostos a esclarecer as minhas dúvidas e com gosto em ensinar foi fundamental, assim como o espírito de entreajuda e cooperação que existe dentro do próprio curso de biologia. Por último e tão ou mais importante foi o apoio que sempre recebi da minha família e amigos.

Que representa para si este Prémio UA/Caixa Geral de Depósitos?

Sem dúvida que representa o reconhecimento de todo o esforço e dedicação a esta licenciatura. É sempre importante vermos o nosso trabalho reconhecido e compensado e, por isso, sinto-me extremamente orgulhosa por receber este prémio.

O que queria ser quando era criança?

Nunca tive uma ideia muito definida, mas como sempre gostei muito de cantar houve uma altura que gostava de ser cantora.

E a Biologia? Quando é que decidiu que um dia queria ser bióloga?

Sempre gostei muito de animais e plantas e do mistério que é a própria vida. Em criança costumava apanhar todos os bichos que visse à minha frente e adorava ver os programas da National Geographic relacionados com a vida selvagem. A minha disciplina preferida foi sempre ciências da natureza e quando cheguei ao secundário tive a oportunidade de realizar durante as férias de verão vários estágios científicos, inclusivamente na Academia de Verão da UA, que me ajudaram a decidir que queria tirar biologia.

Porque é que escolheu este curso e com que expectativas chegou à UA?

Escolhi este curso por ser bastante abrangente. Na altura ainda estava indecisa se gostava mais da parte de campo ou de laboratório e pensei em tirar Biologia para poder aprofundar os meus conhecimentos dentro dessas duas vertentes de modo a fazer uma escolha mais fundamentada e específica no mestrado. Cheguei à UA com as expectativas de poder descobrir mais sobre os diferentes campos da biologia, consolidando os conhecimentos teóricos com variadas aulas práticas de laboratório e saídas de campo. Por outro lado, pensei que o facto de a UA ser uma universidade jovem, com espírito aberto e com forte aposta na investigação e inovação sendo uma das melhores a nível nacional se viria a revelar uma excelente escolha. 

As expectativas foram concretizadas?

Sim, penso que foi a escolha certa fazer a minha licenciatura na UA. Para além do curso ter uma forte componente prática, gostei dos temas abordados nas várias cadeiras que tive e pude frequentar diversas palestras e workshops. Tive também a oportunidade de durante a licenciatura fazer voluntariado em vários laboratórios da Universidade e de no 3ºano realizar um projeto final em contexto laboratorial, assim como de participar em variadas atividades que contribuíram para aumentar as minhas soft skills. O ambiente familiar e académico que se vive na UA facilitou a minha integração e sem dúvida tornou estes três anos incríveis e memoráveis.

Concluída que está a Licenciatura, que passo se seguiu?

De momento encontro-me a realizar o Mestrado em Biotecnologia uma vez que durante a licenciatura essa área despertou o meu interesse. Gostaria de aplicar os conhecimentos da biologia para o melhoramento da vida humana e do meio ambiente.

E depois disso? O que gostaria de fazer a bióloga Marta Ramos?

Gostaria de começar logo a trabalhar na minha área em contexto empresarial, no entanto um doutoramento não está fora de questão.

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