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Distinções
Na sua 6ª edição
Design da UA sobe pela quarta vez ao primeiro lugar do pódio no concurso CAP-Cultiva o teu Futuro
Alunas de design da UA vencem Concurso CAP 2017
Um produto concebido por alunos de design da UA venceu, pela quarta vez consecutiva, o Concurso Universitário da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) “Cultiva o teu Futuro". Ana Margarida Pinto, Joana Emídio e Rita Solá apresentaram-se com o “Barroz”, um projeto de conceção de barras individuais de arroz prontas a cozinhar. A UA esteve, ainda, representada no grupo dos seis finalistas, com três alunos de Biotecnologia que se apresentaram com o BITE-O, Bolachas de aveia recheadas com frutos endógenos portugueses.

Ana Margarida Pinto, 21, Joana Emídio, 22, e Rita Solá, 21, desenharam a marca Barroz com o objetivo de vender barras de arroz cru aglomerado simples ou com legumes desidratados. A missão deste produto é facilitar a experiência do utilizador na cozinha de forma rápida e eficaz e ainda controlar o doseamento sem que haja desperdício. Cada embalagem contém 12 doses individuais. Para além do produto, as designers também se preocuparam em ter uma comunicação objetiva, desenhando uma embalagem com um design limpo, criativo e funcional.

Para as vencedoras desta 6ª edição do concurso CAP foi muito gratificante terem ganho este mais este prémio “por ser uma recompensa de todo o esforço e empenho que dedicámos durante a realização do projeto”, assumindo, agora, a ambição de “poder continuar com este projeto até à sua implementá-lo no mercado, porque seria uma oportunidade para começar a nossa carreira enquanto profissionais na área do Design”.

Outro motivo de orgulho para as vencedoras, que já no ano passado tinham ganho o prémio Inovação pelo Desenho com o projeto BALU na gala And the winner is...,. é o facto de “o curso de Design da Universidade de Aveiro conseguir o 1º lugar pelo quarto ano consecutivo”.

Rui Costa, Alexandre Kumagai, José Leite, Luís Ferreira e Renata Arezes, os docentes da UA responsáveis por este sucesso dos diplomados da UA não escondem a sua satisfação. “Vencer o concurso que a CAP promove é um feito importante para nós e para os nossos alunos porque ao contrário da maioria de concursos, ele é aberto a todas as disciplinas. Ganhar ao longo de quatro anos consecutivos, obriga-nos de facto a refletir sobre o modo como o Design se coloca perante questões abertas e complexas e não previamente limitadas por estratégias definidas em circuitos fechados”. Os docentes salientam, aliás, que “ao longo destes últimos quatro anos, vencemos este concurso na área das Frutas e Vegetais, da Floresta, dos Lacticínios e agora dos Cereais, concorrendo contra equipas de Escolas Agrárias, do Marketing, da Engenharia química, da Biotecnologia, da Economia e Gestão, entre outras”.

Quando questionados acerca do segredo para este sucesso, a resposta parece simples. “Se temos projetos vencedores, é porque desenhamos propostas a partir da observação e identificação de problemas ou oportunidades e não sobre caminhos pré-definidos. Para podermos ter produtos realmente significantes, temos que ter o Design no início do processo com outros saberes, e não, como acontece frequentemente, sermos convocados à última hora para retoques que mais não são do que maquilhagem. Creio que este sucesso reiterado, não apenas neste concurso, mas sobretudo neste que nos coloca em confronto direto com outras tipologias de processo, nos dá um evidência desta natureza do Design”.

 

Na edição deste ano do CAP, cuja entrega de prémios decorreu no dia 10 de outubro, a UA conseguiu chegar também ao grupo dos finalistas com a proposta BITE-O, bolachas de aveia recheadas com frutos endógenos portugueses, da autoria de Diana Hernández, Ana Marques e Jéssica Tavares, alunas do Mestrado em Biotecnologia. BITE-O, concebido sob orientação da professora Sílvia Rocha, do Departamento de Química, destacou-se pelo tipo de matérias-primas, não tipicamente utilizadas em bolachas (Ananás dos Açores, Laranja do Algarve e Cenoura, entre outros), inovando, ainda, na formulação do recheio com elevado teor em preparado de fruta e baixo teor de açúcares. A forma da bolacha bem como o formato/design da embalagem também são características diferenciadoras.

As bolachas Bite-O têm como objetivo a valorização dos recursos endógenos portugueses, nomeadamente frutas certificadas com Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação Geográfica Protegida (IGP), e do mercado português dos cereais. Além de constituírem uma alternativa de snack saudável, são uma forma potencial de mitigar a dependência de Portugal da importação de cereais (aveia) pelo aproveitamento de um nicho de mercado.

Este produto enquadra-se nas tendências agroalimentares atuais e beneficia de uma série de condicionalismos que propiciam uma clara janela de oportunidade para o seu desenvolvimento. Depois de recolhidos resultados bastante positivos através de um inquérito online (1250 respostas) para efeitos de estudo de mercado, BITE-O parece ser uma ideia com potencial, que implica uma fase de desenvolvimento da formulação antes da comercialização. O objetivo passa pelo licenciamento a outras empresas, requerendo-lhes um investimento de cerca de 135 357€ na linha de produção, com um custo de 6,02€/kg de produto pronto a comercializar.

A 6ª edição deste Concurso recebeu um record de projetos, em comparação com edições anteriores. Foram submetidos a concurso 78 projetos, contando com o envolvimento de 440 candidatos apoiados por 48 docentes, representando 38 universidades e institutos politécnicos. 

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