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Distinções
Programa de empreendedorismo para estudantes da Universidade de Aveiro
Comissão Europeia diz que Learning to Be é exemplar
Mariana Pita e Ana Daniel
Chama-se Learning to Be, é um programa da Universidade de Aveiro (UA) que põe os estudantes a resolver problemas concretos das empresas e acaba de ser selecionado pela Comissão Europeia como um caso de sucesso. Com cerca de 450 alunos e 20 empresas envolvidas nas cinco edições do programa, a Comissão Europeia coloca mesmo o Learning to Be entre os 40 melhores programas europeus que mais e melhor fazem a ponte entre universidades e empresas.

Nascido há três anos das mãos de Ana Daniel e Mariana Pita, docentes do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da UA, a eficácia do programa tem agora a chancela da Comissão Europeia que selecionou o Learning to Be para figurar na restrita lista dos 40 melhores exemplos europeus (de Portugal só o programa Fibrenamics da Universidade do Minho acompanha a UA) quando o tema é a ligação das universidades ao mundo empresarial.

O sucesso do programa, que tem a duração de um semestre, havendo duas edições por ano, mede-se pelos cerca de 450 estudantes da UA que, de cursos tão diversos como Gestão, Turismo, Engenharia e Gestão Industrial, Engenharia Informática, Novas Tecnologias da Comunicação, Ciências Biomédicas, Línguas e Relações Empresariais e Física, já passaram pelas cinco edições do programa. Este já contou com o envolvimento de 20 empresas como a Altice, a Vodafone, a Bosch, a EFACEC, a Nestlé ou a Sonae.

Em busca da melhor das soluções

A grande aposta do Learning to Be passa pelo desenvolvimento das competências e atitudes empreendedoras dos estudantes. Ou seja, explica Ana Daniel, o programa permite “ampliar as capacidades dos alunos e desenvolver as suas competências, trabalhando diretamente com problemas complexos”.

Estes ‘Wicked problems’ das empresas, explica, “são extremamente interessante no contexto de ensino, pois são caracterizados por não serem completamente definidos e, à priori, não são conhecidos os meios para solucioná-los, nem a respetiva solução”.  Assim, no contexto dos desafios propostos pelas empresas, o objetivo dos alunos é tentar encontrar a melhor solução que corresponda às necessidades da empresa e dos respetivos clientes.

Na prática, através do programa as empresas são convidadas a apresentar desafios aos alunos, que podem envolver o desenvolvimento de novos produtos ou processos, e durante o semestre os alunos criam e testam potenciais soluções. Este processo envolve o contacto com potenciais clientes e o desenvolvimento e validação de protótipos. No sinal do semestre, as soluções são apresentadas no formato de um pitch às empresas. 

Futuro é dos estudantes

Ana Daniel e Mariana Pita puseram mãos à obra quando constataram que “as competências necessárias no mercado de trabalho no futuro, não são aquelas que atualmente se promovem na sala de aula”. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, lembram as docentes, “em 2015 os funcionários precisavam de habilidades para resolver problemas complexos, coordenar o trabalho e gerir equipas”.

Até 2020, altura em que os alunos do Learning to Be entrarão no mercado de trabalho, “eles precisarão de um conjunto muito diferente de competências, nomeadamente as competências relacionadas com o pensamento crítico e criativo”.

Por outro lado, explicam, “o desenvolvimento do programa foi também motivado pela possibilidade de aportar valor para as empresas participantes, desenvolver uma rede de contactos com setor privado e, a médio prazo, contribuir positivamente para a cultura da inovação das empresas que operam na região de Aveiro e não só”.

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