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Abertura do Ano incluiu atribuição de bolsa a caloiros com médias mais altas
UA num ano bom apela à reflexão sobre virtudes do modelo fundacional
Correia de Campos defende análise ao modelo fundacional
O bom momento que a Universidade de Aveiro (UA) vive foi enaltecido pelo Reitor, perante os resultados do concurso nacional de acesso, durante a sessão de Abertura do Ano Letivo 2017-2018, a 4 de outubro. Manuel António Assunção, durante o seu discurso, defendeu um regresso à matriz do modelo fundacional. O presidente do Conselho de Curadores, Correia de Campos, propôs, na sua intervenção temática, uma reflexão ponderada sobre as vantagens deste modelo, antes de qualquer mudança.

“Foi um bom ano para o Ensino Superior”, proclamou o Reitor da UA, "um ano histórico", frizou, referindo-se ao preenchimento das vagas no concurso nacional de acesso, mas também ao aumento de novos alunos com elevadas médias de acesso e à subida dos números de inscritos em mestrado e de estudantes internacionais. No final da segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, a UA preencheu 99,9% das vagas colocadas a concurso. Antes de concluída a terceira fase de candidaturas a mestrado, registou-se um aumento de 24% no número de inscritos neste ciclo de estudos. O número de estudantes, ao abrigo do estatuto “estudante internacional”, subiu 73%. Pela primeira vez, mais de seis por cento do total de novos estudantes apresentaram média de entrada superior a 175 pontos, havendo também, nesta vertente, uma subida de 50% face ao ano passado.

Entre os motivos que levaram a este bom momento, Manuel António Assunção referiu a gestão interna dos numeri clausi, o trabalho realizado ao nível da comunicação, assim como a atividade da Fábrica Centro Ciência Viva, a Academia de Verão e as diversas atividades de divulgação e contacto com públicos escolares realizadas pelas unidades orgânicas da UA. O evento Open Campus, salientou, o Reitor, “que em boa hora se pôs de pé, é para continuar”.

Mas nem só de estudo se faz a vida de um aluno da UA… Os resultados desportivos alcançados recentemente pela comunidade académica foram também destacados. Nomeadamente, o segundo lugar coletivo a nível nacional no Troféu Universitário de Clubes, com 73 medalhas, 22 de ouro, 26 de prata e 25 de bronze, e um lugar no pódio numa competição Europeia, pela primeira vez na história da UA. Este sucesso foi atribuído pelo Reitor ao lançamento das bolsas de mérito desportivo e ao trabalho continuado da Associação Académica da UA (AAUAv).

Mais que estudante, ser cidadão

Na mesma linha, o presidente da AAUAv enalteceu o trabalho desenvolvido pela organização que representa e pelos diversos núcleos desportivos, mas também pelos de âmbito cultural e departamental, ou seja, um esforço de todos em prol da formação de melhores cidadãos. Xavier Vieira lembrou a realização na UA dos Campeonatos Nacionais Universitários que vão decorrer durante o ano letivo que se iniciou. “Ser estudante não é apenas concluir com êxito as unidades curriculares do curso, é mais que isso: é ser um embaixador e apaixonado da UA e poder vir a ser um grande cidadão”, contribuindo ativamente para a sociedade, afirmou.

O representante dos estudantes salientou a disponibilização de uma sala para o núcleo departamental da AAUAv em algumas unidades orgânicas, exemplo que considerou uma "boa prática" que deve ser alargada às restantes unidades orgânicas. Na perspetiva de Xavier Vieira, o projeto do Solar Académico, ainda sem financiamento garantido, poderá vir a constituir uma “pedra angular” na ligação dos estudantes com as cidades onde se desenrola a sua vida: Aveiro, Águeda e Oliveira de Azeméis.

Modelo fundacional resiste ao maremoto administrativo

Durante a intervenção intitulada "Modelos institucionais: dos constrangimentos para as soluções", o presidente do Conselho de Curadores da UA analisou o percurso do modelo institucional que deu corpo às universidades-fundação, as críticas a esse modelo mas também dados que mostram a sua resistência. “Apenas cinco anos após a entrada em vigor do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e dois anos após a aprovação dos estatutos das universidades convertidas em fundação (UA, ISCTE e Universidade do Porto), as regras de gestão orçamental foram interrompidas”. Assim, o ex-ministro questiona: o modelo das universidades-fundação terá resistido a este “maremoto administrativo”? “Sim, resistiu e está a multiplicar-se com a passagem a este estatuto das universidades do Minho e Nova de Lisboa.”, afirma.

O presidente do Conselho de Curadores recomenda então a avaliação do modelo fundacional, separando “o que resulta do RJIES do que resulta do modelo fundacional”. Recomenda ainda o regresso ao figurino original deste modelo. Quanto ao papel do Conselho de Curadores, entende que a intervenção deste órgão deve ser coordenada com os objetivos do governo. Correia de Campos propõe reuniões, com regularidade, entre este órgão e o Reitor, o que já acontece na UA, assim como com o Conselho Geral, e encontros entre os conselhos de curadores das várias universidades. Defende ainda uma reflexão sobre a função reguladora do governo em relação às universidades e aponta estas instituições como as melhores colocadas para analisar todo este processo dinâmico sobre modelos institucionais.

Entregues 94 novas bolsas a alunos com média superior a 175

Este ano, 94 estudantes beneficiaram de uma bolsa equivalente ao valor das propinas (1063.47 euros) por terem ingressado na UA através do Concurso Geral de Acesso em primeira opção e com uma média igual ou superior a 175 pontos. Estas bolsas foram entregues na cerimónia juntamente com as 20 bolsas de manutenção atribuídas aos alunos que mantiveram o bom desempenho no último ano.

Foram entregues, ainda, os Prémios de Mérito aos estudantes com as melhores notas de ingresso no Mestrado Integrado de Engenharia Física (MIEF) da Universidade de Aveiro (UA). Estes prémios, patrocinados pela Aspöck Portugal, a Bosch Termotecnologia, a Costa Verde Porcelanas, a MTBrandão, a Prirev - Revestimentos Técnicos e o Grupo Preceram, distinguem os caloiros com as seis melhores médias entre os 14 e os 17,5. Na cerimónia foi, também, distinguido o melhor caloiro do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica que concluiu o ensino secundário na Escola Secundária Mário Sacramento, em Aveiro, com a atribuição da Bolsa de Estudo Fundação Engenheiro António Pascoal.

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