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Programa de mobilidade para docentes e não docentes com candidaturas abertas
Já pensou em desenvolver as suas competências profissionais com colegas estrangeiros?
Já pensou em desenvolver as suas competências profissionais com colegas estrangeiros?
Extremamente positiva, muito enriquecedora, superior às expetativas… É assim que os docentes e o pessoal técnico, administrativo e de gestão (TAGs) da Universidade de Aveiro (UA) que o ano passado participaram no programa de mobilidade Erasmus+ classificam a experiência. Se a ideia já lhe passou pela cabeça, o momento é agora: a 1ª fase de candidaturas para missões de ensino (docentes) e para a realização de um período de formação de até cinco dias numa universidade ou empresa europeia (docentes e não docentes) decorre até 13 de outubro. Candidate-se!

Com este programa de mobilidade pretende-se que os colaboradores das instituições de ensino superior possam adquirir conhecimentos ou saberes especializados, a partir de experiências e boas práticas no estrangeiro, assim como competências práticas relevantes para o desempenho das suas funções e para o seu desenvolvimento profissional. É ainda objetivo do programa fomentar a cooperação entre instituições de ensino superior e empresas.

A 1ª fase de candidaturas para missões de ensino (docentes) e para realização de um período de formação de até cinco dias numa universidade ou empresa europeia (pessoal docente e não docente) está aberta até ao dia 13 de outubro.

Para além dos planos de formação existentes na base de dados imotion, os candidatos podem contactar organizações (universidades, empresas, ONGs, entre outras) no estrangeiro para debater e preparar o plano de formação a prosseguir.

A seleção de candidatos é da responsabilidade do Coordenador Institucional ERASMUS e tem como critérios, cumulativamente: elegibilidade da formação proposta; relevância da formação para o candidato; relevância da formação para a unidade/serviço; contributo da mobilidade para a internacionalização da UA.

O formulário de candidatura e informações adicionais estão disponíveis no site oficial ERASMUS+ da Universidade de Aveiro, mas se ainda está hesitante, conheça a opinião de alguns dos docentes e do pessoal técnico, administrativo e de gestão que já participaram no Programa Erasmus+ nas modalidades de missões de ensino (docentes), realização de um período de formação de até cinco dias numa universidade ou empresa europeia (docentes e não docentes) e à medida, por contacto estabelecido pelos próprios.

 

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No programa ERASMUS +, mobilidade de docentes para missões de ensino, participou o professor da área do Turismo e membro da comissão executiva do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT), Rui Costa. Esteve na University of Latvia, em Riga, na Letónia, entre 22 e 26 de maio, onde lecionou a alunos de licenciatura e de mestrado daquela Universidade, entre os quais a uma turma de alunos internacionais.

Como avalia a experiência?

Foi uma experiência muito enriquecedora em termos profissionais e pessoais, na medida em que permitiu desenvolver e experimentar novas práticas de aprendizagem e metodologias de ensino; permitiu também aumentar a minha rede de contactos internacionais e reforçar a cooperação entre as duas instituições.

A participação no programa permitiu a partilha de experiências e a disseminação de conhecimento, bem como o desenvolvimento de contactos e parcerias com docentes e investigadores para futuros projetos conjuntos entre as duas universidades. Permitiu, ainda promover a Universidade de Aveiro, o DEGEIT e as áreas que integram esta Unidade Orgânica, tendo por objetivo aumentar o número de estudantes em mobilidade entre as duas instituições.

Em termos pessoais permitiu partilhar o meu conhecimento e competências com os estudantes de licenciatura e de mestrado e também com outros docentes e investigadores, e para além disso, enriquecer a minha experiência pessoal com a vivência de uma outra realidade e no contacto com outra cultura e forma de estar.

O que aprendeu ou trouxe de novo?

Permitiu desenvolver as minhas competências de ensino beneficiando da experiência intercultural com estudantes e professores de outras nacionalidades, e também aumentar o meu conhecimento sobre outras perspetivas internacionais de metodologias de ensino.

Há algum conselho que queira deixar aos futuros participantes?

Devem aproveitar a participação no programa Erasmus + para o desenvolvimento de novos contactos e parcerias, aumentando assim a sua rede de contactos internacionais, e em termos pessoais, vivenciar ao máximo a experiência intercultural enriquecedora que este programa permite.

 

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Na Roménia, na Universidade Técnica de Cluj-Napoca (Roménia) esteve, entre 12 e 16 de junho, Paulo Cachim, docente do Departamento de Engenharia Civil (DECivil). Definiu em conjunto com o contacto daquela universidade romena, as atividades a que se propunha, tendo a sua candidatura implicado o preenchimento de um formulário com a descrição do programa, objetivos e resultados esperados com a mobilidade.

Em que consistiu o programa?

Durante a semana de Erasmus tive oportunidade de realizar diversas atividades académicas e culturais. Das realizadas a nível académico destaco a lecionação aos estudantes de mestrado em engenharia civil de aulas sobre "construção em madeira". Foi ainda realizada uma apresentação da Universidade de Aveiro e do DECivil aos docentes e estudantes do departamento. Foi efetuada uma reunião com o diretor do departamento onde pudemos tomar conhecimento das atividades de investigação de ambas as instituições e avaliar possibilidades de colaboração.

Tive também ocasião de realizar uma visita ao departamento de engenharia civil, com especial relevo para os laboratórios, onde foi possível observar os diferentes tipos de equipamentos e materiais disponíveis para aulas e projetos de investigação. A coordenadora do programa Erasmus teve ainda a amabilidade de realizar uma visita comigo à cidade, onde foi possível aperceber-me da sua história. Houve ainda também tempo para explorar a cidade e apreciar a gastronomia local.

Como avalia a experiência?

Considero que foi uma experiência extremamente positiva, que me permitiu aprofundar conhecimentos e fazer novos contactos. Os docentes e os colaboradores do gabinete de relações internacionais foram extremamente eficientes e simpáticos, tendo acompanhado a minha estadia de forma amável e calorosa. No caso particular desta mobilidade, quer de estudantes quer de docentes, já foi possível a realização de uma dissertação de mestrado em colaboração. 

O que aprendeu ou trouxe de novo?

Esta mobilidade permitiu-me conhecer a estrutura e a organização do ensino da Engenharia Civil na Roménia e a importância que dão à internacionalização, designadamente com a existência de turmas de estudantes com aulas em inglês.  O departamento de engenharia civil da universidade de Cluj-Napoca participa ativamente em diversos concursos para estudantes e tive a possibilidade de ver o nível de empenho e a organização que dedicam a estas atividades. Tendo estado pessoalmente na universidade, é possível partilhar de forma mais objetiva informações sobre a universidade, a cidade e as pessoas, com os estudantes da UA que pretendam vir a realizar mobilidade para esta universidade. 

Há algum conselho que queira deixar aos futuros participantes?

Que aproveitem a possibilidade da partilha com este grupo de mobilidade para sentir outras formas de pensar e agir e alarguem assim os seus horizontes académicos e pessoais.

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Na modalidade de mobilidade de pessoal para formação, o docente do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA), Pedro Beça, esteve entre 21 e 23 de junho, na Norwegian University of Science and Technology (NTNU), na Noruega, para aprofundar conhecimentos em abordagens menos tradicionais da Interação Humano-Computador, em particular interação natural, realidade aumentada e realidade imersiva, assim como para conhecer melhor a investigação e inovação em ambientes de experimentação ao ar livre.

Em que consistiu este programa?

Durante a minha estadia visitei alguns dos laboratórios de investigação e experimentação da NTNU, com destaque principal para o Sense-IT e o Adressaparken, e familiarizei-me com as dinâmicas associadas à investigação que é aí desenvolvida e ao seu financiamento.

No laboratório Sense-IT, conversei com os investigadores que lá trabalham e fiquei a conhecer e experimentei alguns dos projetos lá desenvolvidos. A visita ao Adressaparken foi particularmente interessante. Trata-se de um parque interativo, no centro da cidade, que possibilita aos investigadores e estudantes da NTNU experimentarem novas expressões e novas formas digitais de narrativa interativas.  O parque apresenta um carácter lúdico para os visitantes, mas permite que estes possam explorar, aprender e experimentar novas formas de interação.

Como avalia a experiência?

Considero que foi uma experiência profissional muito enriquecedora. Possibilitou-me conhecer novas abordagens e espaços de investigação, bem como conhecer novos colegas.

O que aprendeu ou trouxe de novo?

Além dos conhecimentos acima referidos, ficou em aberto a possibilidade da realização de futuros trabalhos conjuntos de investigação.

Há algum conselho que queira deixar aos futuros participantes?

A minha estadia coincidiu com o fim das aulas na NTNU, o que possibilitou que houvesse uma maior disponibilidade da equipa que me acompanhou na visita.

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Elsa Melo, docente, diretora de curso da Licenciatura em Enfermagem e subdiretora da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) – na foto entre entre os também docentes da ESSUA, Rui Costa e Assunção Almeida - participou na Mobility of Staff in Higher Education, na Facultad de Medicina Y Ciencias de la Salud na Universidade Alcalá de Henares, Madrid (Espanha), entre 17 e 21 de abril.

Em que consistiu o programa de atividades desta experiência de mobilidade?

Esta experiência, foi partilhada com outros dois colegas da ESSUA, Assunção Almeida (Enfermagem) e Rui Costa (Fisioterapia).  Neste contexto, tivemos oportunidade de trocar experiências com docentes dos cursos de Enfermagem e Fisioterapia, focando-nos essencialmente na organização curricular, desenvolvimento de competências ao longo da formação, nas estratégias de ensino aprendizagem e nas metodologias de avaliação.

Dadas as funções que desempenhamos do ponto de vista de gestão, efetuamos também reuniões com os respetivos diretores de curso e com a direção da Escola, no sentido de perceber a organização e gestão da instituição, fontes de financiamento, unidades e linhas de investigação.

Realizamos reuniões/seminários com estudantes e docentes, para dar a conhecer a nossa organização da Escola e dos Cursos, bem como dos serviços de saúde em Portugal, particularmente, nas áreas da pediatria, cuidados continuados e fisioterapia.

Atendendo às nossas áreas de interesse, tivemos oportunidade de visitar serviços de pediatria, de cuidados intensivos, de fisioterapia e de cuidados continuados, no Hospital Universitário Príncipe das Astúrias, situado no Campus da Universidade de Alcalá; no Hospital Universitário de Ramón Y Cajal, em Madrid, bem como, num Centro de Atenção Primária, em Alcalá.

Como avalia a experiência?

A experiência foi muito enriquecedora, não só pela oportunidade de partilha, mas também pela possibilidade de desenvolvimento de parcerias, quer de intercambio de estudantes e de docentes, quer através de projetos de investigação.

O que aprendeu ou trouxe de novo?

Do ponto de vista da formação de futuros enfermeiros e fisioterapeutas, as diferenças não se situam ao nível dos conteúdos ou das competências a desenvolver, mas sim ao nível das metodologias de ensino.  De referir que na Universidade de Alcalá as turmas práticas são de menor dimensão, máximo de 12 estudantes e que durante os ensinos clínicos, existem mais horas de contacto semanal entre os estudantes e os docentes, permitindo a discussão e análise em grupo de casos clínicos.

Há algum conselho que queira deixar aos futuros participantes?

Sempre que possível optar por Instituições com formação multidisciplinar na área das Ciências da Saúde, bem como garantir um estruturação e organização da visita proporcionando experiencias diferenciadoras.

A Universidade de Alcalá é uma das mais antigas (fundada no seculo XV) e prestigiadas de Espanha, sendo a cidade declarada património da Humanidade pela UNESCO, o que nos permitiu igualmente um contacto com a cultura e gastronomia local. 

 

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Técnica Superior nos Serviços de Comunicação, Imagem e Relações Públicas (SCIRP), com funções na área da comunicação e captação de estudantes internacionais, Sofia Serrano Bruckmann frequentou um programa de cinco dias na Universidade de Twente, Enschede, na Holanda, planeado à medida das áreas de interesse identificadas: captação de estudantes internacionais e “online media” (comunicação via página web e redes sociais).

Tratando-se da frequência de um programa construído à medida, como se processou a candidatura?

A candidatura consistiu em contactos (via email) com a Universidade de Twente, com pedido de acolhimento de duas funcionárias da Universidade de Aveiro (eu e a colega Cristina Guimarães), e indicação das áreas de interesse, apresentando um pequeno esboço dos interesses mais específicos que tínhamos.  Antes de ter sido feito o contacto com a Universidade de Twente, foi feito um primeiro contacto com outra universidade, no Reino Unido, ao qual nunca foi dada resposta.

Em que consistiu o programa?

A semana de mobilidade consistiu em encontros com funcionários da Universidade de Twente cujo conteúdo funcional ia ao encontro das áreas de interesse que tínhamos apresentado; visita ao campus universitário guiada por um estudante brasileiro; conversas com alunos que auxiliam os serviços de comunicação e marketing em ações de captação de alunos internacionais; reuniões com chefes de serviço e o assessor da reitoria para a internacionalização.

Como avalia a experiência?

Muito positivamente. A Universidade de Twente organizou um programa durante os 5 dias que excedeu as nossas expectativas. A troca de experiências foi constante e ambas aprendemos imenso com a experiência de colegas que trabalham em áreas análogas às nossas, num contexto nacional e cultural muito diferente.

O que aprendeu ou trouxe de novo?

Trouxe informação muito útil relativamente às questões relacionadas com as ações de captação de estudantes internacionais, dado que a Universidade de Twente tem mais experiência nesta área, pois já lida com estas questões há mais tempo. Todas as pessoas com quem tive a oportunidade de falar forneceram imensa informação sobre as ações que desenvolvem em escolas, em feiras, e ainda sobre a relação que têm com agentes nos países de captação. Na área da comunicação digital houve uma grande partilha de experiências: nalgumas áreas a Universidade de Twente trabalha de forma muito análoga à da Universidade de Aveiro; noutras, tem um método de funcionamento que nos pareceu muito bem organizado e que poderia ser implementado na UA, como o recurso a estudantes da nacionalidade para a gestão de páginas de Facebook direcionadas a determinados públicos / países.

Há algum conselho que queira deixar aos futuros participantes?

O conselho que posso dar é que participem nestes programas de mobilidade de pessoal: aprende-se sempre muito com a experiência dos outros e é muito positivo conhecer outras realidades de trabalho em contexto de ensino superior.

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Foi entre 5 e 9 de junho que Fátima Bola (à direita na foto), assessora da direção do Departamento de Física (DFis), esteve na Finlândia, onde na Turku University of Applied Sciences (TUAS), participou na International Week for Administrative Staff.

Em que consistiu esta semana de atividades?

“Excellence in action” apresenta a nova estratégia da TUAS e, nesta visão, a excelência ultrapassa o Ensino, os estudantes e os docentes, para ser partilhada por todos, incluindo o staff administrativo.

O programa de 2017 trabalhou em torno do tema “‘Supporting better life’’, e foi coorganizado por diversas unidades da Universidade anfitriã. Apresentou um núcleo central de atividades, abertas a todos, onde incluo a receção inicial de apresentação da semana, a apresentação da TUAS, uma feira com as Universidades participantes, um city-tour fotográfico e os programas sociais. Destaco particularmente a atenção demonstrada com a saúde de todos os funcionários, estudantes e docentes, com a apresentação do programa de Saude e Desporto associado ao aumento da qualidade de vida da comunidade universitária.

Por outro lado, os programas setoriais das 4 unidades presentes, Recursos Humanos, Marketing e Comunicação, Bibliotecas e o “Creating Innovative and Inspiring Learning Spaces” (Future Learning Design and Learning Environment Services), ao qual aderi. Este programa teve como objetivo demonstrar in loco as transformações e os investimentos que os espaços do campus têm vindo a ter, preparando-os para o Ensino do futuro: mais prático, mais flexível, mais digital e menos administrativo. 

Por fim, devo dizer que a TUAS esteve sempre disponível para que, e a pedido, agendar reuniões com outros responsáveis de unidades, mostrando a abertura necessária a fazer alterações ao programa individual de cada participante.

Como avalia a experiência?

Só posso afirmar que excedeu as minhas expectativas. A Finlândia dá bastante importância à educação e ao ensino superior, aceitam a sua elevada importância na evolução da sociedade e da economia, e isso foi transmitido no programa “Creating Innovative and Inspiring Learning Spaces”. Fomos ativamente conduzidos a pensar como será o futuro das sociedades, das economias e como poderá ser o nosso contributo nesse sentido.

Ter, por isso, participado e representado a UA neste programa, com a importância que a Finlândia dá à educação, a liberdade da partilha entre todos os participantes, conhecido e interagido com colegas de mais de 25 países, deu-me uma grande satisfação.

O que aprendeu ou trouxe de novo?

Em todas as viagens que faço eu aprendo, e muito. No entanto, observar no local outra cultura educativa é fascinante, aprende-se muito, e a Finlândia aposta muito forte na Educação. Só um exemplo, em visita a uma escola local, em sistema de agrupamento vertical (do ensino pré-escolar ao secundário) foi notória a aposta nos espaços educativos, as facilidades ao dispor das crianças e jovens e dos docentes. A Educação na Finlândia transcende a política e os partidos, é uma aposta nacional, e isso observa-se nos meios ao dispor. Reaprendi, no fundo, que o objetivo final é mais importante do que o processo.

Por outro lado, reconheci que, aqui na UA, fazemos muito e muito bom, a maioria das vezes com menos recursos que maioria dos nossos colegas europeus.

Há algum conselho que queira deixar aos futuros participantes?

Aproveitarem ao máximo a experiencia enriquecedora e pessoal do Erasmus +, de conhecerem outras realidades, outras formas de fazer o mesmo, de partilharem ideias e práticas.

Sair da zona de conforto, do Campus, conhecer outros locais e colegas é, para mim, mais proveitoso do que muita formação.

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