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Opinião
Manuela Ferreira, nutricionista do Núcleo de Alimentação e Nutricionismo da Universidade de Aveiro
Uma alimentação saudável para uma vida académica em pleno
Manuela Ferreira
Ainda agora saí de casa dos meus pais para estudar fora e já tenho saudades da comidinha da mãe. É o teu caso? Calma! Ser estudante universitário não implica que tenhas de passar a comer porcarias. Manuela Ferreira, nutricionista do Núcleo de Alimentação e Nutricionismo da Universidade de Aveiro, deixa-te alguns conselhos para que à mesa continues a ter uma alimentação saudável.

A vida académica está recheada de muitas actividades e no meio de tantas solicitações a alimentação é muitas vezes relegada para segundo plano, sem horários para as refeições principais e com escolhas de alimentos pouco saudáveis e errados nas refeições intermédias.

Uma alimentação saudável e equilibrada garante o fornecimento de todos os nutrientes necessários para um bom desempenho físico e mental.

Nada como o início do ano lectivo para pôr em prática algumas regras de alimentação saudável que vão sendo descuradas ao longo do ano e que são completamente esquecidas no período de férias.

Fazer uma alimentação mais saudável e equilibrada não é difícil nem aborrecido, basta um pouquinho de imaginação, fazer trocas alimentares inteligentes, estabelecer rotinas alimentares e seguir algumas orientações, como por exemplo:

  1. Iniciar o dia com um bom pequeno-almoço composto por uma fonte de hidratos de carbono (pão ou cereais integrais), proteínas (leite ou queijo) e vitaminas e minerais (fruta);
  2. Fazer pelo menos 6 refeições diárias (pequeno almoço, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia);
  3. Optar por preparações culinárias mais simples como cozidos, grelhados, estufados em frio (tipo caldeiradas) e assados, evitando os fritos;
  4. Utilizar ervas aromáticas para temperar em vez do sal;
  5. Dar preferência ao azeite para cozinhar e temperar;
  6. Aumentar o consumo de produtos vegetais em detrimento do consumo de alimentos de origem animal, nomeadamente de produtos hortícolas e fruta (produzidos localmente, frescos e da época);
  7. Aumentar o consumo de pescado diminuindo o consumo de carnes vermelhas;
  8. Trocar o consumo de cereais refinados e ricos em açúcar e por cereais integrais e sem adição de açúcar;
  9. Consumir pão de mistura em vez dos chamados “ pães brancos” ;
  10. Aumentar o consumo de leguminosas secas e frescas;
  11. Trocar a ingestão de “snacks” por frutos secos e oleaginosos;
  12. Evitar o consumo de produtos de pastelaria, refeições processadas e guloseimas como bolachas e chocolates;
  13. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes com e sem gás;
  14. Não passar mais de 3,5h sem comer;
  15. Beber cerca de 1,5l de água por dia, no intervalo das refeições;
  16. Comer devagar e mastigar bem os alimentos.

A mudança de hábitos alimentares deverá ser feita gradualmente, sempre com equilíbrio e bom senso, pois não existem alimentos que só fazem bem ou alimentos que só fazem mal, é a conjugação de todos eles que nos garante um maior bem-estar e uma maior qualidade de vida.

E lembre-se que as refeições são momentos de prazer e de convívio à volta da mesa e de vez em quando (uma excepção) podemos cometer um pequeno deslize.

Bom ano!

PS. Não esquecer a actividade física. Uma simples caminhada de cerca de 45 minutos, três vezes por semana, faz bem ao corpo e à mente.

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