conteúdos
links
tags
Investigação
Campanha decorreu de 16 a 2 de junho
UA participa na pesquisa sobre misteriosa zona da falha Açores-Gibraltar
Equipa do projeto PROPEL - Ricardo Correia é o segundo, a contar da esq., na fila de trás
Há um troço da falha que delimita as placas Africana e Euroasiática, no fundo do Atlântico, entre os Açores e Gibraltar, ainda envolto em mistério. Foi esta região, que faz a ligação entre as Falhas SWIM e a Falha da Glória, ambas parte do sistema de fronteira da Placas e que resulta de uma complexa interacção de processos tectónicos e vulcanismo, o destino de uma expedição que envolveu investigadores da Universidade de Aveiro (UA), entre 16 de maio e 2 de junho.

O investigador Luis Menezes Pinheiro, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), professor do Departamento de Geociências da UA, foi um dos investigadores proponentes da candidatura ao programa Eurofleets, para conseguir tempo num dos navios oceanográficos disponíveis para projetos europeus. O projeto designa-se PROPEL – PROPagationoftheEurasia-AfricapLateboundaryEastoftheGLoriaFault e é coordenado pela Divisão de Geologia Marinha do IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IP. O planeamento e execução do projeto envolve instituições portuguesas e estrangeiras, para além do IPMA e da UA: Universidade de Évora, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ICM-CSIC de Barcelona, GEOMAR e Universidade de Hamburgo), IFREMER (França), ISMAR de Bologna, Universidade de Trieste e Istituto Nazionale di Oceanografia e di Geofisica Sperimentale, OGS (Itália).

Ricardo Correia, colaborador da equipa do CESAM coordenada por Luís Menezes Pinheiro, seguiu a bordo do navio oceanográfico italiano “OGS Explora” nesta expedição à zona SWIM-GLO, com atividade tectónica e vulcânica muito relevantes. O “OGS Explora” é um navio de investigação apto para realizar aquisição de dados de geofísica e oceanografia com cerca de 73 metros de comprimento (http://www.ogs.trieste.it/en/content/research-vessel-ogs-explora ).

descrição para leitores de ecrã
Projeto PROPEL- trabalhos a bordo. Ricardo Correia, da UA, em terceiro plano.

Durante a expedição os cientistas foram adquiridos dados geofísicos: sísmica de reflexão multicanal, perfilador de fundo CHIRP, batimetria multifeixe e também dados magnéticos; não foi possível no entanto recolher amostras de fundo, o que terá que ser realizado numa campanha posterior. A principal tarefa do membro da UA consistiu no controlo de qualidade da aquisição dos dados de CHIRP e no apoio na aquisição de dados de sísmica multicanal.

Na expedição a equipa científica foi composta por 12 elementos. Para além da equipa científica existia uma equipa de técnicos (10 elementos) que prestavam um importante apoio na aquisição dos dados, assegurando que todos os equipamentos funcionavam corretamente, e os membros da tripulação do navio que eram responsáveis pela manutenção e segurança do navio. Cada o elemento tinha um turno específico e foram atribuídos para que campanha de investigação funcionasse continuamente, ou seja 24h por dia.

imprimir
tags
outras notícias