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Carlos Fonseca é investigador na confluência entre cinegética e conservação da natureza
Professor da UA nomeado para Comissão que analisará incêndio de Pedrógão Grande
Carlos Fonseca é um dos 12 membros que alisará incêndios de junho
O coordenador da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA) é um dos 12 membros da Comissão Técnica Independente que analisará e apurará os factos relativos aos incêndios que ocorreram entre 17 e 24 de junho, em Pedrógão Grande e noutros concelhos da região centro. Na sua atividade de investigação, Carlos Fonseca dedica-se às questões da fauna e conservação da natureza e à confluência entre atividade cinegética e conservação da natureza.

Carlos Fonseca, é professor associado com agregação do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro (UA), coordenador da Unidade de Vida Selvagem (UVS) deste departamento, investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), laboratório associado da UA, e tem dedicado grande parte do seu trabalho à gestão e conservação de recursos silvestres, nomeadamente das populações de ungulados (veado, corço, javali, cabra-montês, gamo e muflão) em Portugal, em que se especializou.  É diretor do Mestrado em Ecologia Aplicada, membro da Comissão Executiva da Escola Doutoral da UA, autor e co-autor de mais de uma centena de artigos em revistas internacionais indexadas, 15 capítulos de livros nacionais e internacionais, 14 livros e editor de 9 livros em conservação e gestão de recursos silvestres, nomeadamente de recursos cinegéticos. Já orientou mais de 150 alunos que concluíram os seus pós-doutoramentos, doutoramentos, mestrados e licenciaturas.

É considerado uma referência da Investigação em Caça em Portugal e na Europa, com especial enfoque na caça maior. Em março de 2016, Carlos Fonseca foi renomeado pelo secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, para a Comissão Nacional de Homologação de Troféus (CNHT). Uma das funções de Carlos Fonseca na CNHT tem sido a certificação genética dos troféus de veado medidos, através da distinção genética dos veados com padrão ibérico de veados com padrão não ibérico.

Recentemente iniciou uma atividade agrícola na sua terra natal - São Pedro de Alva, concelho de Penacova, baseada na produção de medronho, sendo atualmente o presidente da Cooperativa Portuguesa de Medronho, com sede em Proença a Nova. O primeiro medronhal certificado do mundo é por si gerido.

Carlos Fonseca faz parte do grupo de seis peritos indicados pelo Conselho de Reitores e designados pelo Presidente da Assembleia da República. Este grupo inclui ainda João Guerreiro, antigo Reitor da Universidade do Algarve e ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, que presidirá à Comissão, Edelmiro Lopez Iglesias, professor da Universidade de Santiago de Compostela e especializado em política agrícola e desenvolvimento rural, Paulo Fernandes, doutoado em ciências florestais e ambientais e professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, António Salgueiro, administrador e técnico da Gestão Integrada de Fogos Florestais (GiFF, S.A.), e Richard Neufville, engenheiro especialista em sistemas tecnológicos do MIT Institute for Data, Systems and Society.

Para além destes seis membros, foram escolhidos mais seis por indicação dos grupos parlamentares e designação do Presidente da Assembleia da República.

A Comissão terá um mandato de 60 dias, prorrogável por mais 30.

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