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Governo assinala elevada carência no país de profissionais na área da Física
UA aumenta vagas nos cursos de Física para responder à enorme procura do mercado
Departamento de Física vai receber mais alunos para fazer face às carências do mercado
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lançou o desafio e o Departamento de Física (DFis) da Universidade de Aveiro (UA) aceitou-o de imediato. Perante a carência do país de especialistas em física médica, o Ministério pede um reforço na formação destes profissionais. Nesse sentido, e a pensar já no mercado de trabalho carente destes profissionais, a Licenciatura em Física regressa ao DFis com a oferta de 20 vagas para novos alunos no ano letivo de 2017/18, enquanto que o número de vagas do Mestrado Integrado em Engenharia Física será aumentado para 35.

No despacho que aprova as orientações para a fixação das vagas para os concursos nacional e locais para ingresso no ensino superior público, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior assume a elevada carência específica de profissionais especialistas em física médica e de peritos qualificados em proteção radiológica, identificada pela Direção Geral de Saúde.

“Documentos publicados pela União Europeia deixam bem claro que a matriz de qualificação destes profissionais deve ter início em cursos do 1º ciclo do ensino superior da área da Física, o que aconselha a um reforço da oferta de vagas específicas nesta área nos próximos concursos de acesso ao ensino superior”, explica João Miguel Dias. O diretor do DFis, apontado que “a UA assume a sua responsabilidade perante a sociedade”, diz que o DFis “contribuirá ativamente na implementação da política nacional de formação de recursos humanos, considerando as fragilidades identificadas”.

Assim, o curso de Licenciatura em Física irá disponibilizar vagas para 20 novos alunos no ano letivo de 2017/18, enquanto que o número de vagas do Mestrado Integrado em Engenharia Física será aumentado para 35.

Ambos os cursos foram avaliados em 2016 pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e acreditados incondicionalmente. A A3ES foi da opinião que os cursos “revelam um ensino atualizado, com padrões internacionais de qualidade” e que o corpo docente, doutorado na sua totalidade, é amplamente qualificado para garantir o funcionamento dos cursos. A Agência confirmou também a qualidade e adequação das instalações do DFis e a disponibilidade para a formação avançada dos estudantes em instalações de investigação muito bem equipadas.

“A excelente formação proporcionada a estes diplomados encontra-se alicerçada na transferência para a intervenção pedagógica dos resultados da investigação científica efetuada no DFis, desenvolvida em forte colaboração com a indústria e com a sociedade, através da prestação de serviços e projetos em parceria”, aponta João Miguel Dias. O responsável salienta que “a qualidade científica deste departamento se destaca a nível nacional, onde é o único que integra uma unidade de investigação excecional e duas excelentes segundo a última classificação da FCT, e também internacionalmente, como demonstram os recentes prémios obtidos pelos seus investigadores assim como as publicações frequentes em revistas de grande fator de impacto”. 

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