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Entrevistas
Professora UA – Sílvia Ribeiro, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda
Na ESTGA “não é só nas aulas que se aprende e que se desenvolvem competências”
Sílvia Ribeiro
Exigência, qualidade e rigor para responder às exigências do mercado. Face ao permanente pedido das empresas por mais licenciados em Secretariado e Comunicação Empresarial, o curso da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) está a cumprir a missão. Sílvia Ribeiro, diretora da Licenciatura, garante que o segredo do sucesso dos estudantes está na formação técnica e humana, onde não faltam projetos e estágios para pôr em prática a teoria, mas também sorrisos e palavras amigas.

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, mestre em Linguística Portuguesa e doutorada em Letras, formações feitas na Universidade de Coimbra, Sílvia Ribeiro chegou à escola politécnica da Universidade de Aveiro (UA) em 2004 para lecionar várias unidades curriculares das áreas do Português e do Francês aplicados ao mundo empresarial. Entretanto, enquanto membro da Comissão Executiva da ESTGA, assumiu funções de gestão, nomeadamente como diretora de um dos CETs (atuais Cursos Técnicos Superiores Profissionais) e, mais recentemente, como diretora da Licenciatura em Secretariado e Comunicação Empresarial

Membro do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas da UA e colaborada do CELGA-ILTEC, Sílvia Ribeiro desenvolve trabalho de investigação nas áreas do léxico e morfologia, terminologia e interface sintaxe-semântica.

Qual é o segredo para se ser bom professor?

Somos bons professores quando, assegurando a atualização científica e técnica, conseguimos transmitir os conhecimentos de forma dinâmica, prática e apelativa. Somos bons professores quando conseguimos pôr os alunos a pensar, de forma crítica, não apenas sobre aquilo que ensinamos, mas também sobre a atualidade em que nos integramos. Somos bons professores quando nos preocupamos com este ou aquele aluno que, numa aula em particular ou num rápido encontro nos corredores, nos parece mais calado, mais distante, mais afastado… quando procuramos perceber o que se passa, para podermos eventualmente ajudá-lo.

O que mais a fascina na profissão docente?

Nesta profissão, contrariamente ao que muitos poderão pensar, nunca há monotonia. Todos os dias temos situações diferentes em aula, contactamos com alunos muito diferentes e com perfis e percursos de vida variados… Esta diversidade desafia-nos e enriquece-nos.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes na Licenciatura em Secretariado e Comunicação Empresarial?

Tenho trabalhado maioritariamente com o curso de Secretariado e Comunicação Empresarial. Esta é, sem dúvida, uma Licenciatura atual e que responde às exigências do mercado de trabalho. Assente numa sólida e diversificada formação científica e técnica, esta Licenciatura inclui um estágio no 6.º semestre que permite que os alunos coloquem em prática os conhecimentos e competências desenvolvidos previamente. E, neste âmbito, temos tido excelentes apreciações por parte das entidades de acolhimento, o que significa que, efetivamente, estamos a formar bem os nossos estudantes. Preocupamo-nos em trazer à Escola profissionais com atuação nas principais áreas do curso, o que permite que os estudantes estejam em permanente contacto com as mais recentes tendências e exigências do mundo do trabalho. Em aula, articulamos a lecionação de conteúdos mais tradicional com a realização de trabalhos práticos, em alguns casos miniprojectos, o que também contribui para a exigência, qualidade e rigor do trabalho que desenvolvemos diariamente com estes estudantes.

Que grande conselho daria aos seus alunos?

Muitas vezes, mesmo sem nos apercebermos disso, vamos dando conselhos aos nossos alunos, em contexto de aula, nos corredores, no jardim… Porque, felizmente, os nossos alunos têm à-vontade suficiente connosco para nos questionarem, para partilharem connosco ansiedades, medos, interrogações… É frequente aconselhá-los a acreditarem mais neles próprios, nas suas forças, nas suas competências. Incentivá-los a correr riscos e a ousar. A exigir mais deles próprios. A participar ativamente na vida da Escola e da comunidade em que estão inseridos, porque não é só nas aulas que se aprende e que se desenvolvem competências!

Houve alguma turma que mais a tivesse marcado? Porquê?

Há muitos alunos de que me recordo com muitas saudades. Adora ter notícias deles, do seu percurso, das conquistas que vão realizando. Felizmente, hoje em dia, é fácil mantermos este contacto e, por vezes, temos mesmo o prazer de os convidar para iniciativas que organizamos.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Recordo com particular carinho o primeiro dia Aberto da ESTGA que coordenei e que, por coincidência, teve lugar no dia do meu aniversário… No final do dia, sem que o esperasse, um grupo de alunos ofereceu-me uma flor. Deixaram-me de lágrima no olho e de coração cheio.

descrição para leitores de ecrã
No ambiente familiar da ESTGA, lembra Sílvia Ribeiro, os professores são também os amigos com quem os estudantes desabafam

Traço principal do seu carácter

Curiosidade; entusiasmo; persistência, tolerância

Ocupação preferida nos tempos livres

Adoro passar tempo com as minhas filhas, assistir aos pequenos grandes progressos que vão fazendo. Gosto de viajar, de ler e de fazer caminhadas.

O que não dispensa no dia-a-dia

Um sorriso, um “bom dia”.

O desejo que ainda está por realizar

(Continuar a ) viajar em família, mostrar o mundo às minhas filhas e continuar a estimular nelas a curiosidade e a tolerância.

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