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Entrevistas
Professor UA – Pedro Lavrador, Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática
Ao leme com os estudantes pelo mundo da Eletrónica, Telecomunicações e Informática
Pedro Lavrador
Nas aulas de Pedro Lavrador cada estudante é um estudante. Por isso faz por conhecer o nome, o trabalho e as dificuldades de cada um de forma a ajudá-los individualmente a desbravarem o fantástico mundo da Eletrónica e da Programação. Professor no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da Universidade de Aveiro (UA) nada lhe é mais recompensador do que “ver os alunos satisfeitos por estarem a aprender coisas novas”. É assim há 15 anos.

Licenciado em Engenharia Electrónica e Telecomunicações (atual Mestrado Integrado em Eletrónica e Telecomunicações) pela UA, foi também no DETI que, em 2007,se doutorou em Engenharia Electrotécnica. De imediato abraçou a missão de ensinar várias cadeiras não só do DETI como também de outros departamentos da UA. Entre elas contam-se Arquitectura de Computadores, Métodos Probabilísticos em Electrotecnia, Electrónica, Aplicacionais para Ciência e Engenharia, Introdução à Informática e Programação.  Em paralelo, Pedro Lavrador tem integrado diversos projetos de investigação na área da linearização de amplificadores de potência para sistemas de comunicações sem fios.

Qual o segredo para se ser bom professor?

O domínio técnico científico das matérias a lecionar é tão óbvio que nem mereceria a referência. Depois é necessário uma atenção e disponibilidade para acompanhar o trabalho dos alunos, respeitando o seu ritmo de aprendizagem. O aluno tem que perceber no professor uma pessoa disponível para lhe responder às suas questões, e em cada resposta o professor deve esclarecer o aluno e despertar-lhe a curiosidade para o passo seguinte do processo de aprendizagem.

O que mais o fascina no ensino?

A oportunidade de abrir horizontes aos alunos é, no meu entender, o melhor que o ensino tem. Nada é mais recompensador para mim enquanto docente do que ver alunos satisfeitos por estarem a aprender coisas novas.

Como qualifica a formação que é dada no DETI?

A UA em geral e o DETI em particular são reconhecidos pela capacidade dos seus alunos saberem fazer. Essa é uma marca distintiva da universidade em que devemos continuar a apostar.

Que grande conselho daria aos alunos?

Parte do segredo do sucesso académico está na gestão eficiente do tempo de trabalho e de convívio. Organizar a semana, o dia, e desenvolver hábitos de estudo ajuda a tirar o máximo proveito das aulas teóricas e dos trabalhos práticos propostos. Se o trabalho for progressivo semana a semana evitam-se ‘sobressaltos’ na época de exames.

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado?

Na lecionação de aulas práticas onde cada aluno ou pequeno grupo de alunos procura desenvolver semana a semana o seu trabalho procuro desenvolver uma relação próxima de acompanhamento do trabalho dos alunos. Neste contexto de aulas fico satisfeito quando consigo aproximar-me de cada aluno, conhecer o seu trabalho e as suas dificuldades, e dar-lhe pistas para resolver os seus problemas. Deste modo cada aluno é um aluno.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Já foram tantos que é difícil recordar um. Talvez a primeira aula que dei na UA como monitor. Tinha acabado de terminar o curso e fui dar aulas ao primeiro ano no complexo pedagógico. Tinha havido uma complicação com as inscrições e o regente estava no corredor dividir os muitos alunos pelas várias aulas práticas que decorreriam em paralelo nas várias salas de um corredor. Quando a sala para onde eu iria ficou cheia ele disse que não entravam mais alunos ali. Eu tentei entrar para dar a aula e ele em tom severo disse-me: “Você não ouviu? Acabei de dizer que não há mais vagas nesta sala!”. Lá lhe recordei quem era e expliquei-lhe ao que ia…

descrição para leitores de ecrã
É próximo dos alunos que Pedro Lavrador gosta de ensinar e espicaçar a curiosidade e a capacidade de saber fazer

Traço principal do seu carácter

Atenção ao outro.

Ocupação preferida nos tempos livres

Contactar a Natureza, seja na horta ou em passeios a pé ou de bicicleta.

O que não dispensa no dia-a-dia

Tempo em família para conversar e brincar.

O desejo que ainda está por realizar

Uma viagem.

 

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