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Entrevistas
Professor UA – Nuno Vaz, Departamento de Física
Ensinar e aprender Física com o Mar e a Atmosfera na linha do horizonte
Nuno Vaz
É especialista em Oceanografia e apaixonado pelo estudo da dinâmica que, nos estuários e zonas costeiras, a água doce dos rios imprime aos mares salgados. Professor no Departamento de Física (DFis) da Universidade de Aveiro (UA), é na dinâmica que cria nas salas de aula que Nuno Vaz faz da Meteorologia e da Oceanografia Física um imenso mar cheio de paixões para os estudantes.

Licenciado e doutorado em Física pela UA (respetivamente, no Ramo Meteorologia e Oceanografia e na Especialização em Oceanografia), Nuno Vaz é hoje investigador de pós-doutoramento no DFis e no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e membro do Núcleo de Modelação Estuarina e Costeira. Professor desde há 6 anos no DFis, neste ano letivo tem em mãos unidades curriculares das licenciaturas em Meteorologia, Oceanografia e Geofísica e em Ciências do Mar e do Mestrado de Ciências do Mar e da Atmosfera.

Enquanto cientista, Nuno Vaz tem entre os interesses o estudo da dinâmica de sistemas acoplados estuário-costa, com recurso a modelos hidrodinâmicos e de transporte de alta resolução, para estudar processos de estratificação e mistura (ou simplesmente “como a água doce se mistura com a água salgada”) bem como a utilização de imagens de satélite para estudar padrões espaciais em sistemas marinhos.

Como define um bom professor?  

Um bom professor é alguém que tem a capacidade de transmitir matérias muitas vezes complexas de uma forma simples. Muitas vezes esses conceitos envolvem formalismos matemáticos e conceitos algo complicados que não são muito intuitivos e o papel do professor passa por “simplificar” a abordagem dando exemplos práticos que permitam a compreensão das matérias em causa.

E o segredo para se ser um bom professor?

O segredo para se ser bom professor… Sinceramente não sei e acho que nunca pensei nisso. Julgo que a criação de um bom ambiente, onde exista confiança entre o docente e o aluno é o mais importante… Talvez o mais importante seja dar as aulas como gostaríamos de as ter recebido.

O que mais o fascina na profissão docente?

Sempre julguei que ser professor era algo aborrecido até ter tido a oportunidade de dar aulas e contribuir para a aquisição de conhecimentos pelos alunos. Aquilo que mais gosto é ajudar alguém a pensar e também aprender com os alunos, através das suas dúvidas e questões (nem sempre fáceis!). Além disso, na minha opinião, o fascínio de dar aulas advém do facto de podermos ter impacto (ainda que ínfimo) na vida de alguém e de ajudar os alunos a manter a mente aberta e uma perspetiva positiva nos cursos que escolheram.

Como qualifica a formação que é dada aos estudantes nos cursos a que está ligado?

Não querendo ser juiz em causa própria, a formação dada aos estudantes nos cursos a que estou ligado é muito boa. Haverá sempre aspetos a melhorar, mas é uma formação ao mesmo tempo específica e abrangente nas diversas matérias e áreas da Física, o que permite aos alunos treinar a resolução de problemas complexos e criar um pensamento crítico nas várias disciplinas. Ou seja, julgo que prepara os estudantes de uma forma adequada para que adquiram conhecimentos que lhes permitam atingir os seus objetivos académicos e iniciar os seus percursos profissionais. O DFis disponibiliza excelentes recursos quer laboratoriais quer computacionais aos seus alunos, o que permite uma excelente ligação entre o ensino e a investigação.

Que grande conselho daria aos seus alunos?

Grandes conselhos não há… O único pequeno conselho é que mantenham a mente aberta à aprendizagem e evitem o cinismo de pensar: “não gosto desta disciplina e no meu curso não preciso disto para nada!”.

Houve alguma turma que mais o tivesse marcado? Porquê?

Todos as turmas têm alunos que nos marcam de uma forma ou de outra. De uma forma muito positiva recordo a turma de 2016 (Meteorologia, Oceanografia e Geofísica e Ciências do Mar) a quem dei uma disciplina de análise de dados. Além do excelente ambiente que julgo que havia nas aulas, consegui aprender sempre um pouco com eles através das questões que me punham e da forma como resolviam os diferentes exercícios.

Pode contar-nos um episódio curioso que se tenha passado em contexto de sala de aula ou com estudantes?

Não consigo identificar uma situação curiosa, talvez seja melhor serem os alunos a responder, uma vez que, provavelmente, todas as situações mais constrangedoras são da minha responsabilidade… e da minha natural inabilidade para ser tentar ser engraçado!

descrição para leitores de ecrã
Fascinado por dar aulas, fascinado por poder ter impacto positivo na vida dos estudantes e… fascinado pela próxima viagem!

Traço principal do seu carácter

Talvez persistência e alguma teimosia.

Ocupação preferida nos tempos livres

Depende dos dias… Ler, andar e … dormir.

O que não dispensa no dia-a-dia

Andar com o meu cão!!

O desejo que ainda está por realizar

A próxima viagem!

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