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Novas soluções para conservação dos alimentos
Clube de Produtores do Continente visita Plataforma da Alta Pressão da UA
Produtores de queijo e charcutaria do Continente visitaram Plataforma Tecnológica da Alta Pressão na UA
Cerca de 20 empresas nacionais que são membros do Clube de Produtores do Continente visitaram a Universidade de Aveiro (UA), para contactarem com avanços da investigação da UA na área da alta pressão e com os serviços disponíveis na Plataforma Tecnológica Multidisciplinar de Alta Pressão. Os produtores, durante a visita, ouviram falar nas tendências do mercado, de novos produtos a nível nacional e internacional, testaram alguns produtos processados a alta pressão e confirmaram como esta nova tecnologia é, cada vez mais, o futuro na conservação dos alimentos.

Várias das 10 tendências evolutivas do sector alimentar identificadas pela presidente do Clube de Produtores do Continente, Ondina Afonso, durante a sessão prévia à visita ao equipamento industrial vão ao encontro da investigação da UA nesta área e dos serviços prestados pela Plataforma. A visita dos produtores, nomeadamente de queijo e produtos de charcutaria, membros do Clube de Produtores do Continente, à UA decorreu na tarde do dia 3 de março.

Tendências como o consumo crescente de produtos inovadores que reúnem em si caraterísticas de produtos tradicionais; novos alimentos como refeições pré-cozinhadas, cada vez mais difíceis de preparar nas atarefadas agendas de cada um; o consumo crescente de produtos sofisticados; ou a rotulagem clara que informe sobre caraterísticas diferenciadoras dos produtos, como o respeito pelo ambiente ou processamento mínimo… Todas elas são tendências que se têm vindo a consolidar com novas tecnologias do sector alimentar, nas quais a aplicação da pressão tem vindo a ganhar terreno de forma exponencial, não obstante o custo ainda elevado dos equipamentos de alta pressão.

Tentando contornar o custo dos equipamentos, muitas empresas alugam tempo e serviços de processamento de equipamentos de alta pressão.

Campo aberto para projetos em parceria

Para além da aplicação da pressão, nas suas variantes, constituir um conjunto de métodos cada vez mais usados para conservar e aumentar o prazo de validade dos alimentos, pode ser ela própria impulsionadora da introdução de novos produtos no mercado, como explicava Jorge Saraiva, coordenador da Plataforma Tecnológica Multidisciplinar da Alta Pressão e investigador da unidade de investigação Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA) da UA.

A pasteurização dos alimentos por efeito de alta pressão entre 5000 a 6000 bares, por exemplo, tem vindo a fazer, de modo consistente, o seu caminho na indústria do setor alimentar.

A Esterilização Térmica Assistida por Pressão, em inglês, “Pressure Assisted Thermal Sterilization” (PATS), é outro método que envolve aplicação de pressão. O método tem vindo a ser testado no QOPNA como alternativa mais eficiente à esterilização de alimentos atualmente usada.

Por outro lado, existe ainda o armazenamento hiperbárico, nova área de investigação em que a UA tem assumido protagonismo a nível internacional. O método implica algum dispêndio de energia para criar a pressão inicial, mas não requer consumo de energia durante o período de conservação, pois esta decorre à temperatura ambiente, sem necessidade de refrigeração e para manter a pressão também não é necessária energia. 

No entanto, as potencialidades para a investigação e para a sua aplicação industrial não se esgotam nestas três formulações, estando aberto todo um vasto campo que pode ser explorado. Sobretudo, nesta fase de preparação de candidaturas para projetos em parceria, entre empresas e instituições do sistema científico, que possam ser apresentadas para eventual financiamento do programa Portugal 2020.

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