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Protocolo assinado na Universidade de Évora
UA assina protocolo para criação da Rede Nacional de Escolas Doutorais
Instituições de ensino superior assinaram acordo para criação de rede de escolas doutorais
A Universidade de Aveiro (UA) foi uma das nove universidades presentes na assinatura de um protocolo, a 23 de fevereiro, na Universidade de Évora, para criação da Rede Nacional de Escolas Doutorais. Trata-se de um primeiro passo para a troca de experiências e para promoção de boas práticas entre as escolas doutorais nacionais e também para cooperação com redes de outros países ou com a futura rede europeia, afirma António Teixeira, coordenador da Escola Doutoral da UA.

O protocolo assinado a 23 de fevereiro envolve as universidades portuguesas com escola doutoral criada. O  Acordo de Cooperação para criação da Rede Nacional de Escolas Doutorais (RnED) foi firmado entre nove instituições de ensino superior (IES), numa sessão que decorreu na Universidade de Évora (UÉ). As universidades de Aveiro, Beira Interior, Évora, Madeira, Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro, a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade Nova de Lisboa e o Instituto Universitário de Lisboa partilham agora mais este projeto comum.

A criação da Rede Nacional de Escolas Doutorais permite, explica o coordenador da estrutura na UA, a troca de experiências, promoção de boas práticas e incentivo a uma maior articulação de esforços entre instituições de ensino superior, ao nível dos cursos de 3º ciclo, abrindo ainda caminho à cooperação com a rede espanhola, já criada, mas também com a rede europeia de escolas doutorais, ainda a criar.

As escolas doutorais, completa ainda António Teixeira, têm sido vistas como um meio para a articulação de esforços ao nível do 3º ciclo dentro de cada instituição, tendo em consideração as unidades orgânicas e de investigação, favorecendo a otimização de recursos e processos, facilitando uma visão global e estratégica da instituição.

Conforme explicou Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora (UÉ), “ um maior contato entre universidades ao nível dos doutoramentos e da investigação é crucial. As universidades portuguesas têm feito um grande avanço nesta áreas e também com as escolas doutorais espanholas, num esforço conjunto do CRUP e CRUÉ, com o objetivo de afirmar a Península Ibérica como espaço ibérico de conhecimento”.

Em causa está ainda o reforço da posição das IES-membro da RnED na formulação das políticas nacionais de educação e ciência, junto de entidades como a Direção Geral de Ensino Superior (DGES), a Agência para a Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, I.P).

Esta é a resposta das IES portuguesas ao contexto europeu e internacional, em que o enfoque tem sido colocado na criação de programas doutorais com referência a padrões de excelência e apostando na internacionalização e interdisciplinaridade dos seus conteúdos, com clara tendência para complementar uma formação sólida, em termos científicos e de investigação, com uma formação em competências transversais que possam contribuir para preparar os estudantes para um mercado de trabalho de alguma instabilidade e em permanente mutação.

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