conteúdos
links
tags
Campus
Concurso do programa SME Instrument recebeu quase 2000 candidaturas de 40 países
Spin-off da UA é uma das 12 portuguesas financiadas pelo programa europeu para PME
Francisco Coelho e Newton Gomes formaram a DNA TRUSTAG
Depois de ter sido galardoada com o selo de excelência da Comissão Europeia, no âmbito do programam Horizonte 2020, a spin-off DNA TRUSTAG, nascida na Universidade de Aveiro (UA), foi financiada com 50 mil euros, na fase 1 do concurso SME Instrument, no âmbito de outra área do mesmo programa. Esta spin-off foi uma das 12 portuguesas financiadas entre quase 2000 candidatas de 40 países.

O selo de excelência da Comissão Europeia já certificava o caráter inovador e o potencial de comercialização da tecnologia criada no Departamento de Biologia e Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da UA, com patente registada com apoio da Unidade de Transferência de Tecnologia da UA (UATEC), e licenciada pela empresa DNA TRUSTAG. Agora, chegou o financiamento através do mesmo programa da Comissão, o SME Instrument, dedicado ao apoio a PME, e após uma candidatura do plano de negócios à área de segurança deste programa.

A tecnologia que permite a produção de códigos únicos de DNA apresentada por esta spin-off foi das candidaturas com melhor pontuação, no contexto de um concurso extremamente competitivo ao qual concorreram milhares de projetos de 40 países.

Embora o financiamento de 50 mil euros, na fase I deste concurso do SME Instrument, seja curto para uma jovem PME tecnológica que esteja a preparar-se para entrar no mercado, como a DNA TRUSTAG, a boa classificação traz prestígio e visibilidade ao projeto, comenta Newton Gomes que, com Francisco Coelho, formam a equipa dinamizadora desta spin-off surgida na UA.

A spin-off está em fase de estudo de mercado e de contactos com eventuais parceiros comerciais e prevê candidatar-se à fase 2 do mesmo concurso que decorrerá no próximo ano.

Percurso exemplar

Todo este percurso seguido pelo projeto, desde a ideia, passando pela sua verificação e consolidação laboratorial, até à valorização económica e posterior reconhecimento internacional, enche de orgulho o investigador Newton Gomes que vê neste percurso um exemplo para muitos projetos nascidos em instituições de ensino superior e centros de investigação.

A ideia surgiu a partir da necessidade de desenvolver um serviço de autenticação a uma empresa norueguesa que exportava bacalhau para o Brasil e que precisava de garantir a autenticidade do produto. A empresa foi vendida, e nunca chegou a usar a tecnologia. Mas a partir daí os investigadores decidiram desenvolver a tecnologia para aplicação em outros contextos.

A plataforma tecnológica da DNA TRUSTAG permite a produção de códigos únicos de DNA (impossíveis de replicar) que geram sinais análogos a um código de barras. Os códigos de DNA podem ser utilizados para marcar uma ampla gama de matérias primas ou produtos diretamente nas linhas de produção. A empresa foi fundada em janeiro de 2016 e pretende ser uma mudança de paradigma nas tecnologias de contrafação, auxiliando as empresas a combater a proliferação de falsificações e a consequente desvalorização da sua propriedade intelectual.

imprimir
tags
outras notícias