conteúdos
links
tags
Entrevistas
Antigo aluno UA - Nuno Miranda, licenciado em Engenharia de Materiais
O especialista em Materiais que conquistou o Brasil
Nuno Miranda
Terminou a licenciatura em Engenharia de Materiais na Universidade de Aveiro (UA) em 1999 e nem tempo teve de fazer as malas. Nuno Miranda embarcou quase de imediato para o Brasil ao serviço do Grupo Durit, uma das grandes referências nacionais no desenvolvimento e produção de ferramentas e peças em metal duro, com a missão de alinhar a unidade brasileira da empresa às estratégias do grupo português. Hoje, aos 39 anos, é gerente industrial e lidera uma equipa de mais de uma centena de pessoas. À UA reconhece que deve a sólida formação na área e o empurrão para uma carreira profissional de nível internacional.

No Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC) da UA, nos anos de 1997 e 1998, participou de forma ativa em projetos de desenvolvimento coordenados pelos professores Rui Silva e Joaquim Vieira. Em setembro de 1998 foi fazer o 1º semestre do 5º ano (licenciatura pré-Bolonha) em Engenharia de Materiais ao Departamento de Materiais da Universidade de Sheffield, em Inglaterra. “Esta experiência permitiu aumentar de forma significativa meu network e tomar contato com outras realidades, permitindo amadurecimento pessoal e profissional”, recorda.

Em fevereiro de 1999 iniciou o estágio na empresa Durit. “Antes da conclusão do estágio fui convidado a integrar uma equipa da Durit no Brasil com o objetivo de alinhar a unidade brasileira às estratégias da matriz portuguesa. Durante um ano dediquei todo o tempo à minha preparação dentro da Durit Portugal com o objetivo de vencer o desafio do Brasil”, recorda Nuno Miranda.

Assim, em fevereiro de 2000, embarcou para dar início à missão de uma vida. Desde então tem assumido cada vez mais responsabilidades dentro da empresa. Hoje é gerente industrial e dirige uma equipa de mais de 100 colaboradores e é ainda o consultor da fábrica de moldes de injeção de plástico que a Durit tem no Brasil.

Quais os motivos que o levaram a estudar na UA?

O curso de Engenharia de Materiais que já conhecia e na época considerava que seria a Engenharia do futuro.

O curso correspondeu às suas expectativas?

Totalmente.

O que mais o marcou na academia de Aveiro?

Sem dúvida nenhuma o meu contato com o Dr. Filipe Oliveira [investigador do DEMaC], nos anos de 1997 e 1998, foram um marco na minha história. Naquela época fui convidado pelo professor Rui Silva [docente do DEMaC] para integrar um grupo de trabalho que pesquisava temas vinculados à cerâmica. O Dr. Filipe, na época aluno de doutoramento, era o nosso líder no dia-a-dia e teve um papel muito importante no despertar em mim de algumas linhas que ainda estavam adormecidas. Sou-lhe grato por isso.

Sempre soube a profissão que queria seguir?

Não. Para que tenha uma ideia, até aos 14 anos o meu sonho era ser Padre. Fui aluno seminarista dos Salesianos até o 9º ano tendo sido aluno interno do 7º ao 9º ano.

O que mais o fascina na sua atividade profissional?

Encontrar soluções inovadoras que satisfaçam os clientes. Outro aspeto importante que destaco é que tento deixar uma história de exemplo. Trabalho para que os meus liderados não precisem de escutar discursos. Basta olharem para o exemplo do líder. Acredito plenamente na juventude e tenho prazer em ensinar. Sinto-me satisfeito quando percebo que os jovens reconhecem que, de alguma forma, eu tive importância na sua formação.

Que competências adquiridas na UA entende terem sido fundamentais para o exercício da sua atual atividade?

Sentido crítico, inconformismo, ter noção que o nosso trabalho é uma aprendizagem diária e que temos de estar sempre em busca de respostas para as necessidades diárias.

imprimir enviar a um amigo
tags
outras notícias