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Investigadora do Departamento de Ambiente e Ordenamento e do CESAM em Paris pelo futuro do planeta
Fátima Alves participa na Conferência Mundial do Clima
A investigadora Fátima Alves diz presente na Conferência Mundial do Clima
Fátima Lopes Alves, professora do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) e investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, participa na Conferência Mundial do Clima que, em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro, tentará encerrar os trabalhos com um novo acordo mundial para limitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A convite da Coastal & Marine Union (EUCC Atlantic), a investigadora da Universidade de Aveiro (UA), nos dias 3 e 4 de dezembro, participa nos eventos relacionados com a Gestão dos Oceanos e das Zonas Costeiras.

“As zonas costeiras estão entre as áreas mais produtivas do mundo, que desde sempre atraíram populações e atividades económicas, oferecendo uma grande variedade de habitats e valiosos ecossistemas ”, lembra Fátima Alves. Atualmente, sublinha, “mais de 200 milhões de cidadãos europeus vivem perto de zonas costeiras, que se estendemdo Atlântico Nordeste e do mar Báltico e do Mediterrâneo ao Mar Negro”.

As zonas costeiras também estão entre as áreas mais vulneráveis às alterações climáticas e aos riscos naturais. Os riscos, aponta a especialista, “incluem inundações, erosão, aumento do nível do mar, bem como eventos climáticos extremos”. Esses impactos “são de longo alcance e já estão a mudar as vidas e as formas de subsistência das comunidades costeiras”.

Porque o bem-estar das populações e a viabilidade económica de muitas empresas nas zonas costeiras dependem do estado ambiental dessas áreas, aponta Fátima Alves, “é essencial fazer o uso adequado de instrumentos de gestão de médio e longo prazo, tais como o ordenamento do espaço marítimo e o planeamento integrado das zonas costeiras e marinhas”.

A investigadora da UA defende que “a adoção de medidas de mitigação às alterações climáticas, através da redução imediata das emissões de CO2, contribuirá significativamente para garantir o funcionamento sustentado dos oceanos como suporte da vida na Terra, bem como para evitar consequências desastrosas para os recursos marinhos e para as comunidades costeiras, em todo o mundo”.

A adoção de medidas de adaptação às alterações climáticas, preconiza a investigadora do DAO, “através de intervenções baseadas no funcionamento e nos serviços prestados pelos ecossistemas, permitirá aumentar a resiliência dos territórios costeiros bem como das suas populações", tal como se tem investigado no DAO.

Recorde-se que o DAO aposta continuamente na Formação e Investigação em Alterações Climáticas nas áreas do Ambiente, Zonas Costeiras e Marinhas, Território, Riscos e Políticas Públicas: 

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