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Plataforma de registo da disfagia vence Start Aveiro Region
Prémios de empreendedorismo anunciados em momento de expectativa sobre o futuro da região
O projeto Disfagi venceu o Start Aveiro Region
O futuro da Incubadora de Empresas da Região de Aveiro (IERA) e parte importante do futuro da região, que pode beneficiar dos novos fundos comunitários, joga-se nesta fase de transição que inclui negociação de verbas e preparação de candidaturas. O alerta foi reafirmado no evento “IERA – Impacto gerado, oportunidades e desafios 2020”, tanto pelo presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), como pelo Vice-Reitor da Universidade de Aveiro (UA), Carlos de Pascoal Neto. A sessão incluiu a apresentação de ideias de negócio e a entrega do prémio ao projeto Disfagi, no âmbito do concurso Start Aveiro Region, promovido pela IERA.

O embrião de uma plataforma de registo de avaliação da disfagia, a dificuldade de deglutição de alimentos ou bebidas, que pode originar pneumonia, desnutrição, desidratação e morte, venceu o concurso Start Aveiro Region, promovido pela Incubadora de Empresas da Região de Aveiro (IERA). Para além deste projeto designado Disfagi, no evento “IERA – Impacto gerado, oportunidades e desafios 2020”, a 30 de junho, foram ainda apresentados os projetos Jornalix, ProfitApple, Team U&Us e Vitaplena.

Disfagi, que consiste no desenvolvimento de uma plataforma (com acesso on-line ou local) de registo eletrónico de avaliação da disfagia, de informação e apoio terapêutico a doentes que estão em unidades de saúde ou no domicílio, foi o único projeto que conseguiu 100% do financiamento solicitado na plataforma Massivemov (http://www.massivemov.com/), condição necessária para passar à fase seguinte do concurso Start Aveiro Region.

O projeto, ainda em fase embrionária, foi proposto por Rosa Henriques, formada em Terapia da Fala pela Escola Superior de Saúde da UA, e Vítor Ferreira, formado em Engenharia Informática pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

Preparar o futuro

Passada a fase de instalação e mobilização de esforços, na próxima etapa da IERA, as oportunidades serão muito maiores, as exigências de resultados são mais fortes, instrumentos financeiros para manusear são maiores, mais complexos e mais exigentes na prestação de cada parceiro da rede, alertava o presidente da Câmara Municipal de Aveiro e presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA). José Ribau Esteves considera que a rede de incubadoras tem de crescer em termos qualitativos e quantitativos.

Assim, preparar o futuro neste contexto e no que à UA e à região diz respeito, passa pelo Parque de Ciência e Inovação que está em execução, por uma fase crucial de negociação de verbas adstritas ao Pacto de Coesão e Desenvolvimento Territorial da Região de Aveiro, alerta o presidente da Câmara de Aveiro, pela apresentação de três Ações de Desenvolvimento Local de Base Comunitária que foram aprovadas na fase de pré-qualificação e ainda pelo Plano Operacional de Inclusão Social e Emprego (POISE). Para além destes instrumentos e de outros, há ainda instrumentos à disposição de Aveiro, Ílhavo, Ovar e Águeda no quadro dos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano, com candidaturas a apresentar a 10 de setembro – inclui vertentes de empreendedorismo, inclusão, capacitação do emprego e dos cidadãos.

Rede de incubação

A IERA baseia-se num conceito “diferenciador que não é fácil de transmitir”, reconheceu Celso Guedes de Carvalho, diretor da Incubadora de Empresas da UA (IEUA) que tem liderado, em nome da UA, a operacionalização de grande parte das atividades da IERA. Trata-se de uma incubadora em rede, com polos nos 11 municípios e no campus da UA (IEUA), cada um com a sua génese, condições logísticas e equipa que foi habilitada com apoio da IEUA e de especialistas externos e está, portanto, preparada para gerir o polo com autonomia.

Esta incubadora em rede, com a participação dos 11 municípios da região de Aveiro, da UA, da CIRA e da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA), permite, entre outras vantagens, explicou Celso Guedes de Carvalho, uma redução do esforço financeiro e a redução das assimetrias regionais quanto às oportunidades colocadas à disposição dos projetos. Foram realizadas atividades de educação para o empreendedorismo que envolveram 24 escolas e 34 professores, incluindo um concursos de ideias. Entre várias outras atividades, foi preparado um manual de gestão muito elogiado, dado apoio a 24 ideias de negócio e a 18 processos de internacionalização. A IERA representa um total superior a 300 postos de trabalho diretos.

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