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Times Higher Education coloca a academia de Aveiro em 69º lugar
A UA é uma das 100 melhores universidades do mundo com menos de 50 anos
A Universidade de Aveiro (UA) está em 69º lugar no ranking mundial das 100 melhores instituições de ensino superior com menos de 50 anos divulgado pela prestigiada revista Times Higher Education (THE). Numa lista elaborada com base em indicadores como a qualidade do ensino e da investigação, o número de citações em revistas científicas, a projeção internacional e a inovação, a UA subiu dez posições em relação ao ano passado.

Além da academia de Aveiro, e entre as universidades portuguesas fundadas há menos de meio século, também as do Minho e a Nova de Lisboa figuram na lista de uma das mais prestigiadas publicações especializadas do sector. O ranking foi divulgado ao mundo a 29 de abril. Este é já o quarto ano de publicação deste ranking e em todos eles a UA esteve presente.  

A elaboração da lista pela THE baseia-se num conjunto de 13 indicadores, empregando uma metodologia que tem como intenção captar melhor as características de instituições de ensino superior jovens. Ao invés de avaliar a história e a tradição académica, o ranking das universidades com menos de 50 anos da THE tenta dar uma "visão prospetiva do ensino superior".

Já no ranking global da Times, que aponta as 200 melhores instituições de ensino superior do mundo e que coloca nos três primeiros lugares, respetivamente, o California Institute of Technology (Caltech), a Harvard University e a University of Oxford, não há nenhuma portuguesa.

Ainda assim, em declarações ao semanário Expresso, o editor da publicação, Paul Baty, considera que Portugal está no bom caminho e tem conseguido resultados animadores: "É encorajador que Portugal, que não está representado no top 200 das melhores universidades do mundo, consiga ter três neste ranking das melhores instituições com menos de 50 anos. Duas [a UA e a UM] fizeram progressos e conseguiram subir na tabela, o que é um bom indicador para o futuro do país", diz.

"As universidades que figuram neste ranking provam que o ensino e a investigação de excelência a nível mundial não são exclusivas de uma velha elite. Algumas das melhores instituições com menos de 50 anos conseguiram em poucas décadas o que algumas universidades demoraram séculos a conseguir. Sem o peso da tradição e a riqueza acumulada de gerações de antigos alunos que agem como embaixadores, estas jovens instituições conseguiram causar muito boa impressão num curto espaço de tempo e são um exemplo a seguir", frisa Paul Baty. 

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