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Entrevistas
Ferreira De Oliveira, Presidente Executivo da Galp Energia e Doutor Honoris Causa pela UA
“A contribuição da UA é fundamental para a continuidade do excelente desempenho da Galp Energia”
Ferreira De Oliveira
É um nome indissociável da palavra energia. Manuel Ferreira De Oliveira, Presidente Executivo da Galp Energia, distinguido com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro (UA) a 9 de janeiro, é um dos principais responsáveis pela dimensão atual do envolvimento da Galp Energia na atividade de exploração e produção. Licenciado em Engenharia Eletrotécnica pela Universidade do Porto, Ferreira De Oliveira, nascido em 1948, tem o grau de Master of Science e é doutorado na área da Energia pela Universidade de Manchester. Ferreira De Oliveira tem sido um impulsionador de relevo na consolidação da empresa e na sua parceria com a Petrobras e um promotor no espaço lusófono de estreitas relações de cooperação científica e técnica com as universidades portuguesas e brasileiras.

Qual o maior desafio que o Projeto Pré-Sal colocou e coloca à Galp Energia?

O pré-sal brasileiro representa um enorme desafio, não só para a Galp Energia, como para toda a comunidade científica. Estamos a falar de um projeto que está na fronteira do conhecimento, da tecnologia e da capacidade humana, um projeto de uma complexidade tecnológica equivalente aos programas espaciais norte-americanos para colocar o Homem na Lua, ou uma sonda em Marte. Os desafios são, assim, gigantescos a todos os níveis, quer ao nível da engenharia, quer da gestão de projetos, quer ainda da gestão financeira.

Por se tratar de um dos maiores projetos mundiais de exploração e produção de petróleo e gás, à escala global, o pré-sal brasileiro é fundamental para o desenvolvimento do negócio de exploração e produção, que é já hoje, e cada vez mais, o centro da estratégia de crescimento da Galp Energia.

Qual a importância que a cooperação com a Petrobras tem representado para a estratégia da Galp Energia?

A Petrobras é hoje, claramente, a empresa com maiores competências na exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. A Galp Energia tem o privilégio de poder cooperar com empresas de elevada competência técnica e know-how, que lhe permitem desenvolver projetos de excelência, reconhecidos como uma referência na indústria e a parceria com a Petrobras é o melhor exemplo disso.

Como analisa o futuro da Galp Energia face à transformação da empresa com uma crescente incidência na Exploração e Produção de Petróleo e Gás?

A estratégia da Galp Energia foi pensada de forma a tirar partido dos desafios energéticos globais previstos para as próximas décadas, dos quais o aumento expectável da procura mundial de petróleo e gás natural é o mais consensual. O maior foco no segmento de E&P dá a oportunidade à Galp Energia de beneficiar diretamente desta tendência de mercado, permitindo antecipar um futuro de crescimento relativo deste segmento de negócio.

Que avaliação faz da parceria entre a UA e a Galp Energia, e qual a importância desta em projetos de investigação, desenvolvimento e inovação nos próximos anos?

A Galp Energia tem apostado na criação de uma rede de parcerias com algumas das melhores universidades nacionais e estrangeiras, das quais a UA é um exemplo incontornável. Esta parceria tem sido especialmente evidente no âmbito do ISPG, Instituto do Petróleo e Gás, que reúne seis das principais universidades portuguesas [Aveiro, Coimbra, Lisboa, Minho, Nova e Porto] e visa promover o desenvolvimento, transmissão e difusão da ciência e tecnologia aplicada às atividades da fileira energética, em especial do petróleo e gás.

Os recentes avanços na área do Oil & Gas impõem uma enorme necessidade de conhecimento e capacidade científica, aliada a enormes recursos económicos, o que abre desafios gigantescos e ainda maiores oportunidades a toda a comunidade académica que partilha a nossa língua. Como tal, a contribuição da UA, que foi considerada recentemente pela Times Higher Education como a melhor jovem universidade do País, é fundamental para a continuidade do excelente desempenho da empresa em contextos como o do pré-sal brasileiro.

Como recebeu esta distinção que a UA lhe concedeu?

Com uma satisfação imensa. Todos gostamos de ser premiados, mas há distinções que se sentem de uma maneira especial, por todo o esforço e dedicação empreendidos até ao momento do reconhecimento público. Um esforço de muitos, diga-se, o que faz desta distinção uma honra ainda maior.

É igualmente um privilégio receber esta distinção a par do Dr. Formigli Filho, cuja contribuição para o desenvolvimento do pré-sal brasileiro tem sido decisiva. A atribuição de uma distinção em cerimónia conjunta é carregada de um simbolismo que não podemos ignorar. 

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Nota: As fotos da cerimónia de entrega do Doutoramento Honoris Causa a Ferreira De Oliveira podem ser vistas aqui. O vídeo com o testemunho do Presidente Executivo da Galp Energia pode ser visto aqui

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