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Opinião
Artigo de opinião da autoria de Lurdes Ventura, presidente da Civitas Aveiro
Comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos em 2012?
Lurdes Ventura
O mundo celebra hoje, 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Foi precisamente nesta data que a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, um documento que conferiu à humanidade uma convergência sobre os valores da dignidade e ideais de paz e desenvolvimento. A este propósito, Maria de Lurdes Ventura, presidente da Civitas Aveiro, apresenta, no artigo de opinião que se segue, uma reflexão sobre a crise dos direitos humanos.

Lembrar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada e proclamada pela Assembleia-geral das Nações Unidas, na sua resolução 217ª de 10 de dezembro em 1948 e ratificada por Portugal em dezembro de 1955?

Será ainda necessário?

A Civitas Aveiro, cuja missão consagra “a defesa, aprofundamento e expansão dos Direitos Humanos”, não pode deixar de responder afirmativamente a estas perguntas, na certeza de que é cada vez mais urgente defender os direitos humanos nesta época de “crise”. Crise que mais do que económica ou financeira é uma crise de valores, numa sociedade onde o ser humano deu lugar ao cifrão e onde a dignidade humana e o respeito pelos cidadãos é todos os dias desvalorizado ou apagado. Manter o alerta, chamar a atenção, educar os mais novos, esclarecer dúvidas, denunciar arbitrariedades e injustiças, apelar ao bom senso e à responsabilidade, defender a dignidade humana em tempos de perigo faz parte dos nossos deveres.

Num país onde os próprios governantes se esquecem sistematicamente daqueles que lhes deram o seu voto, na convicção que os defenderiam e governariam com competência, honestidade e sensatez, e se sentem cada vez mais usados e abusados nos seus direitos mais elementares, sem esperança, nem futuro, é urgente clamar por justiça, criar pontes de lucidez, espaços de confiança, zonas de liberdade e de razão onde o direito à indignação seja o preâmbulo de soluções de justiça e equidade, embriões de uma sociedade melhor onde se institua uma democracia autentica e se garanta, com liberdade e responsabilidade, uma cidadania plena.

Enquanto convivermos com a injustiça, assistirmos a situações em que a dignidade humana é posta em causa, observarmos violações dos direitos humanos, não podemos ficar indiferentes!

Comemoramos o Dia dos Direitos Humanos com crianças e com jovens, com adultos e com seniores e levantaremos a bandeira dos direitos humanos, hoje (!), e sempre que estes forem violados.

Maria de Lurdes Ventura, presidente da Civitas Aveiro e assessora na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro

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